SANTA CATARINA SUBMERSA: CRÔNICA DE UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

Resultado de políticas públicas deficientes ao longo dos anos

Santa Catarina enfrenta uma até duas vez ano, pós anos, um problema crônico e cíclico: as chuvas que frequentemente levam cidades ao colapso. Décadas se passaram, mas alagamentos, prejuízos materiais e perdas de vidas continuam sem soluções efetivas. O crescimento desordenado e a falta de infraestrutura adequada amplificam os impactos, enquanto governos, de forma reativa, esperam pela tragédia para agir.

Novas administrações municipais encontram-se despreparadas, sem os equipamentos e estudos técnicos necessários para enfrentar eventos extremos, agravando o drama de famílias que perdem tudo. Enquanto isso, autoridades estaduais e federais demonstram distância da realidade enfrentada pela população afetada.

A recorrência de situações como essa traz à tona a urgência de se repensar o planejamento urbano e as políticas de prevenção a desastres. Balneário Camboriú, Itapema e Camboriú são exemplos de cidades que cresceram rapidamente, mas nem sempre acompanharam esse crescimento com infraestrutura adequada, especialmente em áreas de drenagem urbana e controle de ocupação irregular.

EXEMPLO DE SUCESSO: CAMPINAS, SÃO PAULO

Campinas implementou o programa “Drenagem Sustentável”, que busca criar infraestrutura de drenagem mais eficiente e sustentável. A cidade tem investido em bacias de retenção, requalificação de áreas de lazer e sistemas de drenagem que favorecem a infiltração de água no solo, ajudando a prevenir alagamentos. Esses exemplos mostram que o Brasil tem adotado estratégias de sucesso no gerenciamento de enchentes e na promoção de infraestrutura urbana sustentável.

O QUE DEVE SER FEITO:

  • Investir em infraestrutura: Sistemas de drenagem e mapeamento de áreas de risco são cruciais.
  • Educar e prevenir: Campanhas educativas e simulações ajudam a reduzir os danos.
  • Planejar melhor o espaço urbano: Combater a ocupação irregular e revisar planos diretores é essencial.
  • Fortalecer o apoio intergovernamental: Municípios menores precisam de suporte técnico e financeiro.

MEDIDAS CONCRETAS:

  • Infraestrutura de Drenagem: Investir na construção e manutenção de sistemas de drenagem urbana.
  • Requalificação de Áreas Críticas: Identificar e requalificar áreas propensas a alagamentos, combatendo ocupações irregulares.
  • Monitoramento e Alertas: Criar sistemas climáticos que informem a população sobre riscos.
  • Parcerias e Financiamento: Buscar recursos públicos e privados para financiar projetos de infraestrutura.
  • Desenvolvimento Sustentável: Utilizar tecnologias como pavimentos permeáveis e telhados verdes.

UM RECONHECIMENTO DA FRAGILIDADE DA GESTÃO PÚBLICA

A declaração de estados de emergência em cidades como Balneário Camboriú, Itapema e Camboriú é um reflexo da fragilidade administrativa. Esses decretos não apenas lidam com os impactos imediatos, mas expõem a falta de planejamento público para prevenir tragédias.

Ao longo prazo, é essencial que os governos não apenas respondam a emergências, mas implementem planos robustos de gestão de riscos e práticas sustentáveis. Sem ações concretas, as chuvas continuarão a expor a ineficiência da gestão pública, deixando a população vulnerável.

Santa Catarina não pode mais aceitar que tragédias previsíveis se tornem parte de sua história. É hora de agir.

“Notinha de alerta: 🚨 estarei trazendo em parte II quais medidas devem seguir o planejamento de uma gestão técnica preocupada com os resultados destes eventos climáticos previsíveis”

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José Santana: jornalista graduado em Gestão Pública e pós-graduando em Direito Administrativo e Direito Constitucional.

Redação
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