Safra segue até 31 de julho; Município atua na fiscalização embarcada e conscientização sobre pesca ilegal e barulhos que afugentam cardumes
A secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Balneário Camboriú vai reforçar o trabalho de fiscalização durante a safra de pesca artesanal da tainha, que segue até 31 de julho. O município vai intensificar a fiscalização embarcada com lancha, visando garantir aos pescadores uma boa safra, a partir do cuidado e respeito no mar nesse período.
O trabalho consiste na fiscalização quanto ao uso irregular de jet skis, lanchas rebocadoras e embarcações motorizadas nas orlas das praias, situações que afugentam os cardumes. Também não é permitida a armação de redes de pesca tipo feiticeira e de malha, além da utilização de cilibrim e fisgas.
Através da Fundação Cultural, a Prefeitura também segue com a campanha “Mar de Tradição, Respeite o Pescador”. O intuito é conscientizar a população sobre as proibições no mar durante este período. A campanha, que já está em sua segunda edição, visa garantir aos pescadores uma boa safra. Materiais de conscientização foram distribuídos, principalmente em marinas.
– A Safra da Tainha representa muito mais do que pesca – é cultura, tradição e identidade de Balneário Camboriú. Como Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade, nosso compromisso é garantir organização, fiscalização e apoio efetivo aos pescadores, com estrutura, equipamentos e ações de conscientização para toda a população. Reiteramos que este é um período de respeito, união e bons resultados – ressalta o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Nelson de Oliveira.
Além das legislações ambientais aplicáveis no território nacional, normas municipais e restrições temporárias – como o Decreto nº 13.177/2026 – contribuem para delimitação das regras. A Prefeitura emitiu ainda o Decreto nº 13.176/2026, o qual instituiu a Comissão Integrada de Apoio à Fiscalização e Acompanhamento da Safra da Tainha. Formada por representantes da Secretaria de Segurança e Ordem Pública, Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, a comissão atua no planejamento, coordenação, acompanhamento e execução de ações conjuntas voltadas à organização, segurança, fiscalização e apoio às atividades relacionadas à safra da tainha em Balneário Camboriú.
Em BC, cerca de 300 famílias vivem da pesca artesanal da tainha. Essa atividade foi declarada patrimônio cultural imaterial de Balneário Camboriú pela Lei nº 4.327/2019. Já a Lei nº 4.874/2024, declara de valor histórico, cultural e social os Ranchos de Pesca de Tainha da Praia de Taquaras. No artigo 1º, a lei tomba como Patrimônio Cultural Material de Balneário Camboriú os ranchos coloquialmente denominados “Rancho do Neu” e “Rancho do Eládio”.
ESTRUTURA E APOIO AOS PESCADORES
A Secretaria do Meio Ambiente, com atuação do Conselho Municipal de Fomento à Pesca, disponibilizou estrutura de apoio aos pescadores. Três contêineres foram locados para a Praia Central, nas alturas das ruas 2800, 3700 e 4100, destinados ao armazenamento de redes, embarcações e equipamentos. Esses se somam a outros três contêineres já existentes no local. Nos demais pontos de pesca – Laranjeiras, Taquarinhas, Taquaras (dois pontos), Pinho, Estaleiro e Estaleirinho – os ranchos fixos de madeira receberão tendas de apoio.
EXPECTATIVA É QUE ATUAL SAFRA SUPERE A DE 2025
Na safra passada, cerca de 12 mil tainhas foram capturadas nas praias de Balneário Camboriú. A expectativa para este ano é que os números superem os de 2025. A torcida é que a quantidade ultrapasse 30 mil tainhas. Os cardumes de tainha (Mugil liza) iniciam a migração reprodutiva, saindo dos estuários e lagunas costeiras para a desova no mar. É durante essa migração que acontece a captura do peixe. O estuário da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, é considerado o principal berçário da espécie.
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Texto: Pedro Homrich
Fotos: Divulgação/PMBC




























