Investimento de R$ 500 mil com recursos da TPA reforça controle ambiental e qualifica recepção de visitantes na Costeira de Zimbros, em Bombinhas
A Prefeitura de Bombinhas deu início à construção de um novo pórtico turístico ambiental na região da Costeira de Zimbros, uma das áreas naturais mais visitadas do município. A obra representa mais um avanço na política de ordenamento do turismo local, com foco na preservação ambiental e na qualificação da experiência dos visitantes.
O equipamento será implantado na entrada do parque e seguirá um modelo semelhante ao já existente no Morro do Macaco, ponto turístico consolidado da cidade. A proposta é oferecer uma estrutura adequada para recepção, orientação e apoio aos turistas que frequentam a região.

O novo pórtico contará com espaço de atendimento ao visitante, banheiros, área de hidratação e descanso, além de uma base de apoio à fiscalização ambiental. A estrutura também permitirá maior controle do fluxo de pessoas, com coleta de dados sobre o número de visitantes e trilheiros, subsidiando ações de planejamento e conservação.
Com investimento superior a R$ 500 mil, a obra será integralmente financiada com recursos da Taxa de Preservação Ambiental (TPA), mecanismo adotado pelo município para garantir que a atividade turística contribua diretamente com a manutenção e proteção dos ecossistemas locais.
A iniciativa reforça a estratégia da administração municipal de promover o turismo sustentável, equilibrando o crescimento da atividade com a preservação das áreas naturais. Além disso, o novo espaço tende a se consolidar como um ponto estratégico de apoio ao visitante, agregando valor ao destino e fortalecendo a imagem de Bombinhas como referência em gestão ambiental no litoral catarinense.
A construção do pórtico integra um conjunto mais amplo de ações voltadas ao desenvolvimento ordenado do turismo, priorizando a conservação ambiental e a melhoria contínua da infraestrutura urbana e turística da cidade.
Nota da Redação: A iniciativa da Prefeitura de Bombinhas ao investir recursos da Taxa de Preservação Ambiental (TPA) na implantação do pórtico na Costeira de Zimbros evidencia, em tese, a aplicação direta de um tributo vinculado à finalidade que o justifica: a preservação e a gestão sustentável do território.
Mais do que uma obra física, o equipamento sinaliza uma tentativa de institucionalizar o controle de acesso, a produção de dados e a presença do poder público em áreas de alta sensibilidade ambiental — um ponto crítico em destinos turísticos de pressão sazonal elevada.
Por outro lado, a efetividade da medida dependerá menos da estrutura em si e mais da sua operacionalização contínua: fiscalização ativa, transparência na gestão dos recursos arrecadados e integração com políticas ambientais mais amplas. Sem esses elementos, há o risco de que iniciativas dessa natureza se limitem ao campo simbólico.
O avanço é relevante, mas o desafio permanece na governança e na capacidade de transformar arrecadação em resultado ambiental concreto e mensurável.






























