Portaria atende a reivindicação de pescadores. Serão 230 toneladas para o Litoral Norte e 200 para o Sul e Grande Florianópolis

A medida, publicada no último dia 11/6, atende a uma reivindicação dos pescadores. Eles relataram que a presença do peixe foi abundante em alguns locais, mas que a tainha não havia chegado em outros por causa das condições do oceano. Diante disso, o Ministério da Pesca e Aquicultura fez uma análise comparando a pesca deste ano com dados históricos. A conclusão foi que, dos 28 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Neste contexto, o Litoral Norte foi o mais prejudicado. Dos 14 municípios da região, em 12 os pescadores não conseguiram pescar tainha.
Uma portaria publicada no Diário Oficial da União ampliou a cota da pesca da tainha na modalidade de arrasto para mais 430 toneladas em Santa Catarina. Esse montante foi dividido da seguinte forma: 230 toneladas para o Litoral Norte e 200 para o Sul e a Grande Florianópolis.
A COTA DE 230 TONELADAS VALE PARA OS SEGUINTES MUNICÍPIOS:
- Araquari
- Balneário Barra do Sul
- Balneário Camboriú
- Balneário Piçarras
- Barra Velha
- Bombinhas
- Governador Celso Ramos
- Itajaí
- Itapema
- Itapoá
- Joinville
- Navegantes
- Penha
- Porto Belo
- São Francisco do Sul
A COTA DE 200 TONELADAS VALE PARA OS SEGUINTES MUNICÍPIOS:
- Biguaçu
- Florianópolis
- Palhoça
- Paulo Lopes
- Garopaba
- Imbituba
- Laguna
- Jaguaruna
- Balneário Rincão
- Araranguá
- Balneário Arroio do Silva
- Balneário Gaivota
- Passo de Torres
A medida, publicada na quinta-feira (11/6), atende a uma reivindicação dos pescadores. Eles relataram que a presença do peixe, de nome científico Mugli liza, foi abundante em alguns locais, mas que a tainha não havia chegado em outros por causa das condições do oceano.
Diante disso, o Ministério da Pesca e Aquicultura fez uma análise comparando a pesca deste ano com dados históricos. A conclusão foi que, dos 28 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores.
Neste contexto, o Litoral Norte foi o mais prejudicado. Dos 14 municípios da região, em 12 os pescadores não conseguiram pescar tainha.
A suspensão da pesca por arrasto ocorreu no domingo (7). Dois dias depois, houve o comunicado da liberação para o Litoral Norte, mas ainda faltava a portaria que liberou a modalidade para o número maior de cidades.
Historicamente, as tainhas demoram mais para chegar nas praias da região Norte de Santa Catarina. A colônia de pescadores de São Francisco do Sul, por exemplo, disse que não tirou do mar nem duas toneladas do peixe até a sexta-feira (12).
Iniciada em maio, a modalidade de pesca de arrasto é patrimônio de Santa Catarina e ocorre tradicionalmente até o fim de julho. No estado, os primeiros dias da temporada foram de grandes lanços de tainha, excesso de peixes e dificuldade de venda por conta da oferta.
Segundo o governo federal, a cota serve para limitar a quantidade de peixes que podem ser pescados. O objetivo é evitar a pesca predatória da espécie e garantir que a espécie não entre em extinção, permitindo assim que o animal se reproduza.
DE ONDE AS TAINHAS VÊM?
A espécie de tainha encontrada no sul do Brasil vive em água doce na maior parte do ano. Com o inverno, a espécie migra da bacia do Rio da Prata, na Argentina e no Uruguai, e da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, para desovar nas praias catarinenses. O peixe também é pescado no litoral de São Paulo, mas em diferentes modalidades.
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Por Joana Caldas, g1 SC




















