BRASÍLIA: GOVERNO PLANEJA 6 NOVAS LINHAS DE TREM EM 3 REGIÕES DO PAÍS

O Ministério dos Transportes tem seis projetos de trens intercidades para a locomoção de passageiros em fase de estudo

Novas linhas vão interligar regiões metropolitanas a outras cidades, em três regiões do Brasil. As linhas são: Brasília (DF) – Luziânia (GO); Londrina (PR) – Maringá (PR); Pelotas (RS) – Rio Grande (RS); Feira de Santana (BA) – Salvador (BA); Fortaleza (CE) – Sobral (CE); e São Luís (MA) – Itapecuru Mirim (MA).

Ideia é aproveitar malha ferroviária existente. “Ainda não há definição exata sobre quais trechos dessas ferrovias serão utilizados, pois essa decisão dependerá da conclusão dos estudos de viabilidade”, explicou o ministério em nota.

Estudos são de responsabilidade da Infra S.A. A empresa estatal, que atua em projetos de infraestrutura de transportes, especialmente ferroviários, é a responsável pela contratação e acompanhamento dos estudos, bem como pela revisão e aprovação dos resultados.

Ainda não há estimativa do preço da passagem. Segundo a pasta, “um dos pontos essenciais desses estudos é a definição de um preço viável para a população atendida”.

Data para o início das operações também não foi definida. Detalhes como tempo de viagem, número de paradas, velocidade média, capacidade de passageiros e serviços oferecidos a bordo devem ser divulgados na conclusão dos estudos.

Investimento usará recursos do Novo PAC. O Ministério dos Transportes explicou que os projetos foram incluídos no programa “de forma geral”, ou seja, “estão contemplados, mas ainda sem detalhes específicos”. A reportagem questionou a pasta sobre possíveis parcerias público-privadas, mas não obteve resposta.

BRASIL TEM SÓ DUAS LINHAS FERROVIÁRIAS DE LONGA DISTÂNCIA PARA TRANSPORTE DE PASSAGEIROS

Atualmente, o Brasil conta com apenas duas linhas regulares de longa distância para passageiros. São elas: Cariacica (ES) – Belo Horizonte (MG), com 905 km de extensão; e São Luís (MA) – Parauapebas (PA), com 892 km de extensão. Ambas são operadas pela Vale. Valores das passagens são acessíveis. Percurso completo da linha que liga Espírito Santo e Minas Gerais custa R$ 81 em classe econômica. Já o trajeto do Maranhão ao Pará sai por R$ 90.

NOTA DA REDAÇÃO:

Até meados de 1950/60/70 o Brasil tinha uma malha ferroviária respeitável. A partir daí começou o declínio. Sem investimentos para o setor, e com a construção de estradas de rodagem para atender sabe-se lá a quem, o negócio das ferrovias foi dando pra trás. Com o aumento das estradas de rodagem também veio o crescimento das empresas de transporte rodoviário e um abandono ainda mais profundo da Rede Ferroviária Federal. O que vemos hoje são estradas apinhadas de caminhões, de norte a sul de leste a oeste, trafegando por estradas que já se encontram saturadas. Mas a história vai em frente. Empresários viram políticos para defender seus próprios interesses e nunca o interesse do povo. Vejam quantos empresários os partidos possuem. E praticamente 95% deles são de partidos de direita que compõem o Centrão. E pior, eles ainda falam grosso. O povo serve apenas para enriquecer mais e mais essa casta de ‘políticos’ que não honra o voto de quem os elegeu. Por seu lado, o governo Lula vem entregando como pode os investimentos ao país, buscando melhorar a vida do povo, apesar do Banco Central e seus juros nas nuvens, e do Centrão e de algumas mídias que jogam contra o País. Por isso que eu sempre digo: “O Brasil não é para amadores”! (L. Pimentel).

 

Redação
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