Brasília: Governo reage à fala de Flávio Bolsonaro nos EUA sobre tarifas ao Brasil

Palácio do Planalto divulga nota oficial e acusa senador de agir contra os interesses nacionais durante audiência promovida pelo governo norte-americano

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República divulgou no início da noite desta terça-feira (7) uma nota oficial criticando a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que discutiu a aplicação de tarifas comerciais sobre produtos brasileiros. 

Segundo o governo federal, o encontro teve como objetivo ouvir representantes do setor privado e da sociedade civil sobre as medidas tarifárias em análise. Ao todo, 78 entidades e pessoas físicas participaram da consulta pública, sendo 63 contrárias às tarifas e 15 favoráveis. Entre os 34 brasileiros inscritos, a Presidência afirma que Flávio Bolsonaro foi o único que não defendeu expressamente a rejeição das medidas, propondo apenas o adiamento de sua aplicação.

Na nota, o Palácio do Planalto afirmou que o senador deixou de contestar os argumentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as sanções comerciais e acusou o parlamentar de adotar uma postura que contraria os interesses brasileiros.

O comunicado também critica declarações de Flávio Bolsonaro relacionadas à regulamentação das plataformas digitais, ao sistema de pagamentos PIX e a investigações envolvendo corrupção e descontos irregulares em benefícios do INSS. A Presidência sustenta na nota que o governo segue negociando com autoridades norte-americanas desde julho de 2025 para tentar reverter as tarifas impostas ao Brasil.

Ainda de acordo com a Secom, enquanto ocorria a audiência pública nos Estados Unidos, representantes dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, das Relações Exteriores, da Justiça e da Presidência da República mantinham reuniões técnicas com integrantes do USTR para buscar uma solução diplomática para o impasse comercial.

Na parte final da nota, o governo afirma que “divergir do governo é legítimo”, mas considera que estimular uma potência estrangeira a pressionar o Brasil representa uma postura contrária aos interesses do país.

CONTRADITÓRIO

Até o fechamento desta reportagem, o senador Flávio Bolsonaro não havia se manifestado sobre a nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Redação: Folha do Estado SC

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