Durante a sessão da Câmara de Itapema, manifestantes foram identificados e tiveram cartazes recolhidos após protestarem contra o arquivamento de uma denúncia de estupro. A Justiça arquivou o caso sem julgamento de mérito, mesmo com relatos fortes da vítima.
A vereadora Raquel informou que a Comissão da Mulher enviou o caso ao MP e à Delegacia, e a ONG Olho Vivo retirou representação após receber os documentos.
O editorial cobra respostas: quem arquivou? Houve investigação? Onde estavam as autoridades?
Mais grave que cartazes é o silêncio institucional. A mulher falou. O sistema se calou. Mas a imprensa, não.
Preguiça institucionalizada e ausência de responsabilidade pessoal vêm comprometendo famílias, empresas e governos. Trata-se de um sintoma silencioso - mas devastador - que transforma omissão em rotina e paralisa até os ambientes mais promissores.
Não foi em Cuba, Venezuela, China ou Rússia - os alvos rotineiros da retórica ocidental - que uma deputada americana e seu esposo foram brutalmente assassinados. Foi no próprio Estados Unidos, o país que se autoproclama “polícia do mundo”, o bastião da democracia e da liberdade.
Nos episódios anteriores da série editorial Entre Vozes e Muros, investigamos os efeitos devastadores do fanatismo (Episódio I), o poder restaurador da empatia na política (Episódio II), os riscos que o extremismo representa para as instituições democráticas (Episódio III) e o papel destrutivo das fake news na polarização social (Episódio IV).
Nos episódios anteriores desta série editorial Entre Vozes e Muros, refletimos sobre como o fanatismo envenena o debate público (Episódio I), como a empatia pode ser uma ferramenta política para restaurar a civilidade (Episódio II), e como o extremismo corrói as instituições democráticas e abre caminho para o autoritarismo (Episódio III).
A Folha do Estado SC reafirma: todo Estado tem o direito de se defender contra ameaças terroristas, como os brutais ataques perpetrados pelo Hamas. Mas nenhum governo pode justificar o sofrimento prolongado e sistemático de uma população civil, que hoje paga um preço inaceitável pelo terror de poucos.
Nos episódios anteriores desta série editorial Entre Vozes e Muros, refletimos sobre o fanatismo e o seu poder de transformar cidadãos em militantes de ideias vazias, bem como sobre a empatia como uma ferramenta política capaz de desarmar o ódio e restaurar a civilidade no debate público.
A Empatia como Ferramenta Política
Gandhi venceu um império sem disparar um tiro. E nós, o que temos feito com as palavras?
Em tempos de polarização,...
Há momentos em que a crítica sutil já não dá conta do absurdo. E é justamente nesse ponto que a ironia se torna ferramenta de sanidade. Comparar o nível de consciência dos extremistas ao de uma azeitona pode parecer exagero - mas talvez seja até um elogio.
Enquanto o país enfrenta desafios institucionais e tenta resgatar a confiança no processo político, o Senado Federal avança silenciosamente com um projeto que pode mutilar o coração da democracia brasileira: o Projeto de Lei Complementar nº 112/2021, o chamado novo Código Eleitoral.