Por L. Pimentel

O entrevistado de hoje é o pré-candidato do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Ricardo Rosa, um empresário bem sucedido no ramo imobiliário, da gastronomia e da Construção Civil, que agora deseja dispor de um tempo maior para cuidar da cidade de tapema. Quem fez os questionamentos foi o jornalista da Folha do Estado, Elias Tenório.
Ricardo Rosa é um dos poucos pré-candidatos que podem ser considerados “natos” da terrinha. Tanto ele quanto seus genitores são nascidos aqui em Itapema. Ricardo nasceu e cresceu no Canto da Praia, onde curtiu a vida de criança, estudou nos Colégios Olegário e Unificado e segundo disse, teve e tem muitos amigos, de infância ou outros, todos ainda muito próximos. Destacou que foi ao participar junto com os amigos das associações escolares, associações de bairros, e outras associações estudantis, que seu tino político foi crescendo, se avivando até chegar hoje a essa condição de poder pleitear uma candidatura a prefeito de sua cidade natal.
No ano de 2000, com 20 anos de idade, Ricardo Rosa foi candidato a vereador, tendo sido o parlamentar mais votado, mesmo tendo enfrentado pesos pesados da política local. Ele relembra que na época foi difícil, mas destaca que o mesmo está ocorrendo hoje, quando muitos outros nomes de peso estão se apresentando para as eleições municipais. “É um desafio que já enfrentei duas vezes, mas acredito que desta vez tenho plenas condições de superá-lo. Como um profissional da gastronomia, estou voltando à política para colocar um pouquinho mais de pimenta nesse prato”, disse.
O pré-candidato salientou que aceitou o desafio a convite do presidente da Câmara, Jean do Dimar, que já havia sido vereador junto com ele. Ricardo lembra, ainda, que Jean não queria sair candidato, mas que deu uma forçada de barra até que ele aceitou e conseguiu uma grande votação. No entanto, por uma filiação dupla que houve à época, Jean não pode assumir. Isso deixou Ricardo Rosa muito triste e abatido, porque havia uma dívida de gratidão para com Jean do Dimar. Em eleições seguintes Jean conseguiu ser eleito novamente e está aí até agora, onde hoje preside a Câmara Municipal.
INFRAESTRUTURA E MOBILIDADE

Ricardo Rosa falou sobre isso com propriedade. Foi enfático ao apontar que as dificuldades na mobilidade urbana não é apenas questão de Itapema. Ela vai de Bombinhas, Porto Belo, passa por Itapema e vai até a região de Itajaí ou ainda um pouco mais adiante. “Isso precisa mudar”. Exemplificou que se a pessoa deseja sair agora para Curitiba, é muito complicado. Vai ter que se sujeitar a gastar mais que o dobro do tempo que seria necessário, caso nosso tráfego fosse fluente. Temos que trafegar pela BR-101, da qual dependemos totalmente para os acessos aos demais municípios da região, inclusive aqui em Itapema, onde a cidade cresceu demais tendo que se adaptar e conviver com uma rodovia federal que passa bem no meio do perímetro urbano.
Ricardo Rosa também citou o fato de que a cidade foi crescendo muito rápido, com a construção de muitos edifícios, muitas casas e outros tipos de construções, o que dificultou que se fizessem as alterações necessárias para desafogar o tráfego liberando as ruas da cidade. Citou o fato de que hoje as rodovias marginais se transformaram em verdadeiras rodovias, pois todo o tráfego local que demanda a vários pontos do município é transferido para essas vias, que são importantes e necessárias para o escoamento do tráfego que a cada dia aumenta mais, mesmo em períodos fora de temporada. Ainda sobre a mobilidade urbana, Ricardo ressaltou a necessidade de brigar pela regularização das alças de acesso, algumas delas já saturadas, enfim, o trabalho é grande e será necessário demandar muito tempo até se chegar a um denominador comum.
O emedebista também salientou o fato do Calçadão da orla da praia, que segundo ele já está saturado e desnecessário. Disse que o fechamento à época foi bom, mas que seu tempo já está acabando e agora será necessário abri-lo novamente para facilitar o escoamento de veículos que cresce assustadoramente. Disse que soube das notícias do “engordamento” da praia, o que deverá ser uma realidade. Mas que, paralelamente a isso, tem que fazer essa avenida funcionar, liberando-a para o tráfego. Ricardo também disse saber que algumas pessoas podem se posicionar contrárias a abertura, mas afirmou que essa é uma necessidade com urgência urgentíssima. E foi categórico: “essa é uma idéia que tenho já faz algum tempo, e se possível farei acontecer”. Ele ainda comparou o calçadão da Meia Praia com a Avenida Central de Balneário Camboriú. Lá, o comércio do local é pujante, a circulação de veículos em nada atrapalha, mais ou menos como aqui na Praia Central de Itapema. Abrir o Calçadão é de vital importância para nós, moradores, para os turistas que freqüentam a Meia Praia, e também será para instalar ali um comércio forte, tão forte quanto o da vizinha BC. Finalizou a questão fazendo a seguinte observação: “pelo calçadão da Meia Praia não passa ninguém motorizado, nem de motocicleta. Nem a polícia consegue passar com suas viaturas. Aquilo ali virou um local ermo, com venda de drogas, drogados e outras infrações que costumeiramente são cometidas no local. Precisamos fazer com que os dois bairros, o Centro e a Meia Praia se conectem. Esse é um dos gargalos que atrapalham e inibem o trânsito nas áreas centrais da cidade. Hoje o lado de cá onde fica a Praia Central tem seu trânsito facilitado por permitir o escoamento veicular pelas várias vias de acesso. Precisamos brigar, no bom sentido, é claro, para que possamos implementar esse projeto também no Calçadão”.
EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO

O pré-candidato Ricardo Rosa falou sobre este importante assunto, a educação. Disse que quando começou a estudar, em um dos livros que eram distribuídos aos alunos à época, havia uma frase que não esquece até hoje: “Escola é vida”! “Essa frase marcou para sempre a minha vida, porque realmente a escola é vida em todos os sentidos!”
Ricardo observa que a preocupação de hoje com a questão da educação vem aumentando ano após ano, pelo crescimento do município e porque com isso aumenta também o número de pessoas que buscam as escolas para os filhos. “Sabemos que há esse déficit, não com as estruturas, mas fisicamente faltam escolas. Isso também traria um impacto na folha, por gerar mais despesas, mais pessoas a serem contratadas, então é um plano de manejo que não será do dia para a noite que possa vir a ser implantado. Não há uma varinha mágica para resolver esse problema com a rapidez que ele merece. Sabemos que o município arrecada bastante, também sabemos dos recebimentos dos recursos federais que chegam aos 25% dos recursos municipais que vão para a educação, mas o intuito maior é fazer com que tudo aconteça num passo que seja plausível e não prometer que da noite pro dia vai construir muitas escolas e acabar não construindo nenhuma. Isso é como criar hospitais, argüiu, sabemos que vamos construir hospitais, mas como vamos mantê-los? No entanto, junto com o pessoal do MDB estamos definindo sobre como montar essas estratégias e de como executá-las de forma mais veemente através dos recursos hoje existentes e dos que virão no futuro. Até onde estou sabendo, dentro de dois anos o próximo prefeito vai ter que gerenciar mais de R$ 2 bilhões/ano. É muito dinheiro? É! Mas também tem o caso do funcionalismo público, como os professores, suas carreiras, por exemplo, que tem que estar bem tratados para que se exija deles o melhor em favor da municipalidade. Isso também está nos planos!
OS ESPORTES EM ITAPEMA
Na entrevista, Ricardo Rosa disse que essa é uma área que ele sempre gostou. Que adorava jogar futebol, vôlei, participar de corridas etc., que estava sempre pronto pra outra. Lembrou que observava tudo com muita atenção, porque também ele tinha um sonho, que era ser jogador de futebol. Lembrou de alguns atletas que se tornaram profissionais na cidade, inclusive conquistando títulos em outras partes do mundo. Mas disse que para o cara se tornar um profissional, tudo isso demanda muito dinheiro e tempo. Ricardo destacou seu trabalho de quando foi vereador, quando lutou muito pela criação da Fundação de Esportes na época do prefeito Clóvis. E aconteceu! Mas hoje, calcula, será muito importante pra se incrementar os esportes no município, uma parceria público/privada. E uma Fundação de Esportes forte, que trabalhe em prol disso ininterruptamente.
NOTA DA REDAÇÃO: Se você quiser ouvir na íntegra todo o conteúdo desta importante entrevista com Ricardo Rosa e conhecer o que o MDB pretende para o município, é fácil, basta acessar este link: https://youtube.com/live/s5XcAAGmzKY?feature=share





















