GUERRA: COVID-19 SEGUE INFECTANDO E NÚMEROS DE MORTOS DOBRA EM UMA SEMANA

Editorial:

José Santana

Mortes confirmadas nos últimos 7 dias (1.223) representam 52% do total de óbitos por Covid-19. Na semana anterior, foram 692 mortes confirmadas. Nas últimas 24 horas, foram registradas 206 mortes no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Para especialistas em infectologia a situação vai se agravar nos próximos dias.

Muitos dos adeptos das teoria de ficção científica, estão agora, se não, vivenciando uma invasão alienígena real no planeta, de um ser invisível que nocauteou todas as forças bélicas do mundo. Frente ao inimigo as armas mais tecnológicas e potentes não tem efeitos contra o conhecido Covid-19.

Os cientistas, especialistas das principais organizações do mundo, tem dito que a única arma que pode retardar o avanço do inimigo, é um dito e sonoro #FiqueEmCasa!

O fique em casa tem perdido forças nos últimos dias no Brasil, enquanto, uma maioria arriscam enfrentar o inimigo cara a cara, as forças do mundo, tem buscando todas as alternativas viáveis e menos traumatizantes, de medicações ou de produzir uma arma para isolá-lo.

As notícias parecem ser animadora, mas, nada de concreto, uma ferramenta que possa neutralizá-lo, o mundo todo aguarda tenso, por uma arma eficaz e eficiente para fazer enfrentamento ao Covid-19.

Infelizmente, alguns governos, pautados em seus conselheiros vem arriscando flexibilizar o isolamento, alguns experientes da área de ciências, de tecnologias da biologia, conhecedores do genoma e dos efeitos geométricos do seu contágio e letalidade, advertem, não temos uma arma eficaz e eficiente contra a letalidade do vírus. Parece cômico, mas não é, contudo, a única saída viável e a que pode trazer uma solução, vem da ciência, um dos ramos desacreditados pelos religiosos e governos. “Em algum momento, nosso sistema de saúde não terá condição de atender todo mundo. Em algum momento, como já estamos vendo em unidades hospitalares, não vou ter mais onde colocar corpos.” parafraseou Wilson Lima – governador do Estado do Amazonas.

Estamos num conflito sem precedentes na história contemporânea, tão logo, precisamos rever os conceitos, repensar os bilhões de dólares empregados em pesquisas e investimentos em armas, haja vista, que diferentes das armas e dos recursos empregados na primeira e segunda guerras mundiais, ironicamente, tudo o que temos de mais moderno são incapazes de enfrentar um ser invisível quem não pode ser combatido por granadas, fuzis com miras a lazer, torpedos, mísseis teleguiados por comandos de satélites ou por Drones, nem os potentes caças invisíveis carregados com avassaladoras ogivas nucleares não são páreas no enfrentamento do Covid-19.

Entretanto, pasmem, o que fazer frente a um evento extraordinário como tal, qual o arsenal estratégico estão postos a mesa? Quem vencerá está guerra e a pergunta que poucos arriscam em fazê-la, porém, a resposta virá de onde menos se espera da Ciência, eles não arriscam, são cirúrgicos, trabalham com fatos, contudo, são humildes por entender o poder da ignorância, porém, ainda são sensíveis, ao fazer a recomendação e alguns ironizam a situação como uma dose de humor, “se com todo os poderio bélico das maiores potências, das nações mais ricas e poderosas, estão todos nas trincheiras sendo abatidos um a um, impotentes assistindo o contágio de milhares, sobretudo, anunciando seus mortos em combate” recorrer a quem, se não a Ciência?! “Ela ensina o homem a falar a linguagem nova da matemática, da física e adestra o seu modo de pensar em linhas de precisão exatas. E a ciência também estabiliza a filosofia por meio da eliminação do erro, e purifica a religião, ao exterminar a superstição”. Ela dá uma lição ao mundo.

Como na segunda guerra mundial uma das armas que mais salvaram vidas, durante e após o conflito, “sabão e água”, estamos tão atrasados quanto, para combater o inimigo comum, nada avançamos, temos armas semelhantes; máscara, álcool e gel e como trincheira, a nossa casa e dentro dela um sofá para sentar, esperar, esperar e neste jogo arriscado do esperar, quem não tiver paciência consequentemente, serão futuros pacientes podendo entrar para registros estatísticas, não é um absurdo!

Além desta constatação, não observamos movimentos dos governos no engajamento de projetos de investimentos estratégicos para promover e financiar a Ciência, empenhar todos os esforços para descobrir uma vacina eficaz que possa derrotar este inimigo que segue caminhando a deriva e sem barreiras!.

José Santana / jornalista / DRT3982/SC

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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