Itajaí realiza pesquisa entomológica para aprimorar o combate às zoonoses


O Município de Itajaí, por meio da Gerência de Controle de Zoonoses e em parceria com os técnicos do laboratório de entomologia da Diretoria de Vigilância Epidemiológica estadual, realiza pesquisa entomológica com o objetivo de estudar e pesquisar pequenos insetos responsáveis pela transmissão de algumas doenças aos humanos e animais, em especial o mosquito-palha, transmissor da Leishmaniose Visceral e Tegumentar. Para isso, foram instaladas armadilhas específicas em locais estratégicos e planejados da cidade. A pesquisa é realizada nesta semana, nos dias 28, 29 e 30.

O objetivo do estudo é verificar se há a presença de insetos flebotomíneos, chamados de mosquito-palha, no município. “As ações de prevenção e orientação sobre a doença já foram desenvolvidas nas comunidades, a pesquisa é para se ter conhecimento da fauna na localidade, ou seja, um instrumento a mais para conhecer epidemiologicamente as chances de termos casos da doença na região”, explica Lúcio Viera, responsável pela Gerência de Zoonoses.

Os flebotomíneos ou mosquitos-palha são pequenos insetos com um comprimento que varia entre 1 e 3 milímetros, além de ter pernas longas e o corpo com aspecto piloso. A coleta das amostras desta espécie faz parte das ações desenvolvidas pela Vigilância Epidemiológica de Itajaí após o diagnóstico de leishmaniose visceral canina em dois cães domiciliados no município, mas que contraíram a doença em outra cidade (importados). Até o momento, não há registro de caso autóctone da doença em Itajaí.

A Leishmaniose Visceral é uma zoonose sistêmica causada por um protozoário do gênero Leishmania, transmitido aos humanos e outros animais por meio da picada da fêmea de insetos (flebotomíneos) do gênero Lutzomyia, conhecido popularmente por mosquito-palha. Esta espécie se infecta através do consumo de sangue dos animais que já haviam contraído a doença. No Brasil, o cão é considerado o principal reservatório da doença nas áreas urbanas e a enzootia canina tem precedido a ocorrência de casos humanos.

“Sabendo da gravidade, o trabalho da Vigilância Epidemiológica é o de conhecer e mapear a situação entomológica do município para amenizar as possíveis consequências da doença, evitando o aparecimento de casos”, destaca Lucio Vieira. 

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