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Itapema: Arte, acolhimento e inclusão marcam a 1ª Mostra de Arte, Expressão e Loucura promovida pelo CAPS I

Evento aconteceu no Espaço Cultural Nelson Santos em alusão ao Mês da Luta Antimanicomial

A tarde desta terça-feira (27) foi marcada por emoção e troca de experiências durante a 1ª Mostra de Arte, Expressão e Loucura, promovida pelo CAPS I de Itapema em alusão ao Mês da Luta Antimanicomial. O evento aconteceu no Espaço Cultural Nelson Santos reunindo usuários, familiares, profissionais da saúde e comunidade em um momento de valorização da arte como ferramenta de cuidado e inclusão social.

Antes da exposição dos trabalhos produzidos pelos usuários, o evento contou com palestras sobre saúde mental e luta antimanicomial, ministradas pela diretora de Saúde Mental, Maria Vanessa de Melo, pela médica especialista em saúde mental do CAPS, Cláudia Mahl Korting, e pelo assistente social do CAPS, Weverton A. Pacheco. A programação também incluiu uma sala sensorial escura com fotografias do Manicômio de Barbacena, espaço que se tornou símbolo da luta antimanicomial no Brasil e das violações de direitos humanos cometidas no sistema manicomial.

– Mais do que uma mostra artística, este encontro representa um espaço de escuta, pertencimento e valorização da vida. A arte tem um papel fundamental no processo de cuidado em saúde mental, porque ela permite expressão, cria vínculos e fortalece a autoestima dos usuários. Falar sobre luta antimanicomial é defender um cuidado humanizado, sem preconceitos e com mais empatia – afirmou Maria Vanessa de Melo.

Entre as obras expostas estavam pinturas de Matheus, usuário do CAPS que descobriu o talento para a arte durante o tratamento. Sua mãe, Nair, acompanhou a exposição emocionada.

– Tudo começou em casa, com ele muito depressivo. Ele descobriu que através da pintura poderia se expressar. Hoje, vendo meu filho sendo tão elogiado pelos trabalhos que fez, isso é um orgulho para uma mãe. O CAPS tem sido tudo na vida do meu filho – afirmou.

A ação reforçou os princípios da luta antimanicomial, movimento que defende o tratamento em liberdade e a garantia dos direitos das pessoas em sofrimento psíquico. Inspirada no legado de Nise da Silveira, a mostra trouxe ao público a reflexão da médica: “O que melhora o atendimento é o contato afetivo de uma pessoa com a outra. O que cura é a alegria. O que cura é a falta de preconceito”.

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Texto: Gustavo Henrique

Fotos: Divulgação/PMI

Redação
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