Itapema: Projeto de Lei aprovado pela Câmara incentiva reciclagem e reaproveitamento do coco verde

Produtos derivados do coco vão para indústrias da construção civil, automobilística, têxtil, de utilidades domésticas e decoração. Em Itapema, proposta quer criar pontos para descarte

A preservação ambiental foi tema de um Projeto de Lei (PL) discutido em plenário durante a 28ª Sessão Ordinária, realizada na última terça-feira (08/09). O PL nº 398/2025, do vereador Yagan Dadam (PL), busca criar o Programa Municipal de Reciclagem do Coco Verde, com ações voltadas à coleta, reciclagem e reaproveitamento do material.

Em vez de simplesmente virarem lixo após o consumo, o Projeto busca dar um destino diferente para as cascas de coco que costumam se acumular nas lixeiras, transformando-o em matéria prima para a confecção de outros produtos.

Para colocar a ideia em prática, a iniciativa sugere a criação de pontos específicos para o descarte de cocos verdes na orla, principalmente durante o período de veraneio. Também estão entre as ações propostas campanhas de conscientização e o incentivo à participação de cooperativas, associações e pequenas empresas na coleta e reciclagem.

SUSTENTABILIDADE QUE GERA PRESERVAÇÃO E RENDA

O coco reciclado pode ir muito além da casca descartada. O Projeto propõe incentivar o uso da fibra em áreas como construção civil, indústria automobilística, têxtil, de utilidades domésticas e decoração. A proposta também relaciona o reaproveitamento do material à geração de emprego e renda.

Segundo o autor do PL, o descarte irregular do coco verde representa um grave problema ambiental e de saúde pública pois, quando acumulado em vias públicas, terrenos baldios ou áreas de descarte inadequadas, o material retém líquidos, favorecendo a proliferação de insetos e microrganismos transmissores de doenças. Além disso, sua decomposição lenta gera mau cheiro, contamina o solo e aumenta o volume de resíduos em aterros sanitários, reduzindo sua vida útil.

A proposta foi aprovada durante a 28ª Sessão Ordinária e segue agora para a Prefeitura. Se aprovada pelo Executivo, a iniciativa se torna Lei Municipal.

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Texto: Marina Bértolli

Foto: Ilustração

Redação
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