Técnicos da companhia já sabem que o gosto, inofensivo à saúde humana, é causado por um microrganismo, e agora tentam identificá-lo

Vereadores da Comissão de Urbanismo verificaram ontem (3), na Estação de Tratamento do Cubatão, em Pirabeiraba, como a Companhia Águas de Joinville (CAJ) está trabalhando para eliminar o sabor terroso que voltou a aparecer na água. Os técnicos já sabem que o gosto, inofensivo à saúde humana, é causado por um microrganismo, e agora tentam identificá-lo. Enquanto isso não acontece, mais de R$ 2 milhões foram gastos em carvão ativado para normalizar o gosto da água.
Os vereadores Wilian Tonezi (PL) e Henrique Deckmann (MDB) foram recebidos pelo presidente da companhia, Sidney Marques de Oliveira Junior, e pelo gerente abastecimento água, Lucas Emanoel Martins. Os parlamentares têm recebido reclamações sobre o gosto da água em Joinville, nos últimos anos.
Segundo a companhia, as queixas, que não passam de três por dia, num horizonte de mais de 200 mil unidades consumidoras, surgiram em 2019. Desde então, a técnica do carvão ativado tem retirado 60% do sabor de terra da água, mas a um custo alto – se fosse aplicar o carvão o ano inteiro, o custo, estimado em mais de R$ 20 milhões por ano, acabaria sendo repassado ao consumidor.
O microrganismo está no manancial do rio Cubatão. Ele pode ser motivado pela chuva ou vir do fundo do rio. A CAJ estuda uma parceria com a Univille para identificá-lo. Além disso, contrataram um estudo de tratabilidade da estação de tratamento para saber qual a melhor forma de lidar com a molécula.
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Texto: Jornalismo/CVJ






















