Em uma manifestação enviada ao STF solicitando a manutenção da prisão preventiva de Anderson Torres, a Procuradoria-Geral da República rebate o argumento do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF de que a minuta golpista encontrada em sua casa seria descartada. O procurador Carlos Frederico Santos salienta que, ao contrário da justificativa de Torres, não se trata de um documento a ser jogado fora. Disse que era, sim, um documento muito bem guardado em uma pasta do Governo Federal, juntamente com outros itens de especial singularidade, como fotos de familiares e uma imagem religiosa.
No último dia 14 de fevereiro, o plenário do TSE rejeitou, por unanimidade, recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e manteve a minuta em investigação. A Corte também chancelou liminar do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves.
A decisão foi tomada no âmbito de uma apuração sobre a reunião promovida por Bolsonaro, com embaixadores, em julho de 2022, na qual o então presidente e candidato à reeleição repetiu mentiras sobre o sistema eleitoral. Como se recordam, a ação judicial eleitoral foi protocolada pelo PDT e pode vir a decretar a inelegibilidade do ex-presidente.
A proposta de decreto encontrada na casa de Torres serviria para Bolsonaro declarar estado de defesa na sede do TSE. O objetivo seria reverter o resultado do pleito de outubro, no qual Lula (PT) saiu vencedor no segundo turno, e tentar impor o Estado de Defesa envolvendo o Tribunal Superior Eleitoral.























