Porto Belo: ACITA mobiliza a cidade na assinatura do Protocolo “Aqui Não”

Evento realizado na Câmara de Vereadores reuniu FACISC, poder público, Procuradoria da Mulher, associados e lideranças em uma ação de enfrentamento à violência contra mulheres

A noite de terça-feira, 30 de junho, foi marcada por um importante movimento de conscientização e compromisso coletivo em Porto Belo. A Associação Empresarial de Itapema e Porto Belo (ACITA) promoveu, na Câmara de Vereadores, a assinatura do Protocolo “AQUI NÃO”, iniciativa voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra mulheres.

O encontro reuniu representantes da FACISC, Câmara de Vereadores de Porto Belo, Governo Municipal, Procuradoria da Mulher, associados da ACITA, lideranças empresariais e sociedade civil organizada. A presença de diferentes setores reforçou o caráter coletivo da pauta e a necessidade de transformar o debate em ações práticas dentro das empresas, instituições e espaços de convivência.

Mais do que um ato formal, a assinatura do protocolo representou a ampliação de uma mobilização que já havia sido realizada em Itapema e que agora chega também a Porto Belo, fortalecendo a atuação regional da ACITA em uma causa que ultrapassa o ambiente empresarial e alcança toda a sociedade.

O Protocolo “Aqui Não” é uma iniciativa da FACISC, em parceria com o Ministério Público, e tem como objetivo incentivar ações de conscientização, prevenção, acolhimento e enfrentamento a situações de assédio e violência contra mulheres. A proposta é levar informação e responsabilidade também para dentro das empresas, tornando os ambientes de trabalho mais preparados para reconhecer, orientar e apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade.

Para Estevão Guerreiro, presidente da ACITA, a adesão ao protocolo representa um passo significativo para a região. “Foi uma noite grandiosa e muito importante. A sociedade civil organizada, junto com a Associação Empresarial de Itapema e Porto Belo, abraçou uma causa sensível e necessária para os nossos ambientes e para as nossas vidas”, afirmou.

Segundo Estevão, o compromisso assumido pela entidade é fazer com que o tema não fique restrito ao discurso, mas avance em ações construídas de forma conjunta.

– O programa chega às empresas para discutir, debater e criar ações com o Ministério Público, com as forças de segurança, com o Legislativo e com o Executivo. É a muitas mãos que conseguiremos enfrentar esse desafio e construiremos ambientes mais seguros, de paz e prosperidade – afirmou.

Durante o evento, também foi reforçada a importância de ampliar a conscientização sobre diferentes formas de violência. Além da violência física, situações de violência psicológica, emocional, doméstica e assédio também precisam ser identificadas, debatidas e enfrentadas com seriedade. Nesse sentido, as empresas têm papel fundamental na criação de espaços mais atentos, seguros e preparados para acolher.

O presidente da Câmara de Vereadores de Porto Belo, Jonas Amadeu Raulino ressaltou a importância da união entre as instituições para fortalecer a causa no município. “Quero agradecer à ACITA, à FACISC, à Procuradoria da Mulher de Porto Belo e a todos que promoveram esse grande evento em apoio às nossas mulheres. Violência contra elas, aqui não”, afirmou.

Representando a FACISC, o 2º vice-presidente da federação, César Smielevski destacou que a iniciativa reforça uma pauta urgente para Santa Catarina. “Parabenizo a Câmara de Vereadores de Porto Belo e o presidente da ACITA, Estevão Guerreiro, por este importante evento de combate à violência contra mulheres. A sociedade catarinense não pode conviver com essa realidade como algo normal”, afirmou.

César também ressaltou que a assinatura do protocolo simboliza o início de uma atuação mais estruturada em Itapema e Porto Belo. “Hoje lançamos uma base importante para o enfrentamento à violência contra mulheres na região, com a participação da Câmara de Vereadores e da Associação Empresarial”, completou.

Com a assinatura do Protocolo “Aqui Não” em Porto Belo, a ACITA reforça seu papel como entidade articuladora e mobilizadora, aproximando empresas, o poder público, as instituições e a comunidade em torno de uma pauta urgente.

A ação deixa uma mensagem clara: o enfrentamento à violência contra mulheres exige presença, responsabilidade e atitude. E, em Itapema e Porto Belo, a ACITA segue atuando para que essa mobilização se transforme em compromisso permanente.

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Redação
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