Prisão ocorreu em Brasília durante agenda institucional
O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), preso na manhã de segunda-feira (19) durante a Operação Regalo, deflagrada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), já se encontra recolhido no Complexo Penitenciário da Canhanduba, em Itajaí.
A prisão ocorreu em Brasília, onde o chefe do Executivo municipal participaria de compromissos institucionais ligados à Marcha dos Prefeitos. Após os procedimentos realizados na capital federal, agentes do Gaeco efetuaram a transferência do prefeito para Santa Catarina com apoio da Secretaria de Justiça e Reintegração Social de Santa Catarina.
Por volta das 2h da madrugada desta terça-feira (20), Tiago Baltt chegou ao Complexo Penitenciário da Canhanduba, onde permanecerá à disposição da Justiça em cumprimento à prisão preventiva decretada no âmbito das investigações.
Santa Catarina já registra cerca de 30 prefeitos presos desde 2020
Levantamentos divulgados por veículos estaduais apontam que Santa Catarina já soma cerca de 30 prefeitos presos desde 2020 em operações relacionadas a corrupção, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, organização criminosa e desvios de recursos públicos.
O Complexo Penitenciário da Canhanduba tornou-se um dos principais locais de custódia de agentes políticos presos em operações especiais conduzidas pelo GAECO e pela Polícia Civil.
Entre os prefeitos que já passaram pela unidade estão Antonio Ceron, ex-prefeito de Lages, e Joares Ponticelli, ex-prefeito de Tubarão, ambos presos durante a Operação Mensageiro, que investigou suposto esquema de propinas envolvendo contratos de coleta de lixo em diversos municípios catarinenses.
O caso de Tiago Baltt amplia a lista de gestores municipais catarinenses alvos de operações anticorrupção nos últimos anos.

Caso em Penha amplia crise política regional
Outro caso recente que ganhou repercussão regional envolve o vereador Luciano de Jesus da Silva (PP), de Penha, preso durante operação do GAECO que apura suposto esquema de “rachadinha” na Câmara Municipal.
A Justiça manteve a prisão preventiva do parlamentar, enquanto uma Comissão Processante instaurada no Legislativo municipal pode resultar na cassação do mandato.
Paralelamente, o prefeito de Penha, Luizinho Américo (PL), também enfrenta instabilidade política e jurídica. O chefe do Executivo aguarda julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em processo que pode resultar na cassação de seu mandato, ampliando o cenário de tensão institucional no município.
Os episódios reforçam o avanço das investigações e ações judiciais envolvendo agentes públicos em Santa Catarina, especialmente em cidades do litoral norte do Estado.
Operação Regalo apura contratos e pagamentos suspeitos
A Operação Regalo investiga supostos esquemas de irregularidades envolvendo contratos públicos, pagamentos suspeitos e possíveis desvios de recursos públicos em municípios catarinenses.
As investigações seguem sob sigilo parcial e novas diligências não estão descartadas pelas autoridades responsáveis pela apuração.
Vice-prefeito assume comando do Executivo municipal
Com a prisão do prefeito, o vice-prefeito Fabiano José Alves assumiu interinamente a chefia do Executivo municipal de Balneário Piçarras. A administração municipal ainda não divulgou posicionamento oficial detalhado sobre os desdobramentos da operação e os impactos administrativos da prisão do prefeito.
Da redação
Fontes e referências
* Portal do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) — https://www.mpsc.mp.br
* GAECO Santa Catarina — https://www.mpsc.mp.br/gaeco
* Prefeitura de Balneário Piçarras — https://balneariopicarras.sc.gov.br
* Secretaria de Justiça e Reintegração Social de Santa Catarina — https://www.sejuri.sc.gov.br
* Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — https://www.tse.jus.br





























