Reativação dos trilhos pode fortalecer indústria e logística em Caçador e no Meio-Oeste
A possibilidade de reativação da linha férrea que passa por Caçador voltou ao debate após articulação da prefeita de Canoinhas, Juliana Maciel (PL), junto à Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, em Florianópolis. A proposta prevê a criação de uma short line – ferrovia de pequeno ou médio porte que opera trechos curtos, conectando cidades e indústrias a grandes malhas ferroviárias. No projeto apresentado, a linha utilizaria a estrutura já existente da chamada Ferrovia do Contestado, podendo ligar Porto União a Caçador, passando por Mafra, com conexão até o porto de São Francisco do Sul.
Caso o governo do Estado encampe a ideia, a reativação do trecho ferroviário pode representar um novo ciclo de desenvolvimento para o Meio-Oeste e o Planalto Norte catarinense.
IMPACTO ECONÔMICO PARA CAÇADOR E REGIÃO
Por muito tempo a malha ferroviária já foi fundamental para o crescimento econômico da região. Agora, a reestruturação dos trilhos poderia trazer de volta o progresso que a região já experimentou, como:
- Reduzir custos logísticos para indústrias e produtores;
- Atrair novos investimentos;
- Facilitar o escoamento de mercadorias até o porto;
- Gerar empregos diretos e indiretos.
Segundo a prefeita Juliana Maciel, a iniciativa pode impulsionar a economia regional. “Quem é daqui sabe: esses trilhos já fizeram a nossa região crescer e a gente não pode aceitar que isso fique só na memória. O Planalto Norte já foi impulsionado pelos trilhos da ferrovia e pode voltar a ser”, afirmou.
Para Caçador, a reativação da linha férrea representaria não apenas uma alternativa logística, mas também uma oportunidade estratégica de fortalecimento industrial e integração com mercados nacionais e internacionais.
A proposta ainda depende de estudos técnicos e da viabilidade econômica por parte do governo estadual, mas reacende a expectativa de que o futuro do desenvolvimento regional volte a passar pelos trilhos.
NOTA DA REDAÇÃO:
A reativação da linha férrea ligando o Meio-Oeste catarinense ao Porto de São Francisco do Sul – caso venha a ser reativada – representará um passo estratégico para o desenvolvimento regional. Historicamente vocacionada para o agronegócio, a suinocultura, a avicultura e a produção de grãos, além da madeira, a região depende de logística eficiente para escoar sua produção e ganhar competitividade nos mercados nacional e internacional.
O transporte ferroviário reduz custos operacionais, diminui o fluxo de caminhões nas rodovias, contribui para a preservação ambiental com menor emissão de poluentes e aumenta a segurança no transporte de cargas. Além disso, fortalece a integração econômica de Santa Catarina, impulsiona investimentos, gera empregos e estimula a instalação de novas indústrias ao longo do trajeto. Este, com certeza, vai ser um dos temas-chave da próxima disputa eleitoral pelo governo do Estado.
Mais do que trilhos, a ferrovia simboliza progresso, interiorização do desenvolvimento e oportunidades para milhares de famílias do Meio-Oeste, consolidando a região como protagonista no cenário logístico e produtivo de Santa Catarina. (L. Pimentel).
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Da Redação






























