Soberania não é retórica diplomática é capacidade concreta de proteger território, recursos e decisões nacionais

Por José Santana

Antes de falar do Brasil, é preciso olhar para o que já aconteceu no mundo e entender o padrão.

Guerras e intervenções no Irã, Iraque e Síria deixaram um rastro claro: destruição de Estados, colapso institucional e perda de soberania.

No caso do Guerra do Iraque, um país inteiro foi desestruturado, com impactos que persistem até hoje. Já na Síria, anos de conflito transformaram o território em palco de disputas internacionais, com múltiplos interesses externos atuando simultaneamente.

Outro exemplo emblemático foi o desmembramento da Iugoslávia, especialmente durante a Guerra da Iugoslávia. O país foi fragmentado após uma série de guerras e intervenções, culminando em bombardeios da OTAN. O resultado foi a dissolução completa de sua estrutura estatal e a perda definitiva de sua soberania como nação unificada.

Esses episódios não são apenas capítulos da história, são alertas. Mostram que, em um cenário internacional marcado por interesses estratégicos, países que não conseguem sustentar sua própria defesa ficam mais vulneráveis a pressões externas, intervenções e até à desintegração.

Agora, observe o presente

Situações envolvendo Venezuela, Ucrânia e Irã mostram como nações que enfrentam fragilidade militar ou geopolítica continuam expostas a conflitos, sanções e disputas de influência. Até territórios estratégicos como a Groenlândia passaram a integrar debates globais.

Por outro lado, países como China, Rússia, França, Reino Unido e Coreia do Norte não enfrentam o mesmo tipo de ameaça direta.

E não é coincidência.

Esses países possuem capacidade real de defesa. Têm poder de dissuasão. Tornam qualquer tentativa de ataque um risco alto demais.

A lógica é simples:
quem pode se defender, é respeitado.

E o Brasil entra onde nessa história?

O Brasil é um dos países mais ricos do mundo em recursos naturais. Temos a Amazônia, minerais estratégicos, água em abundância, petróleo e um território gigantesco.

Mas existe um problema: nossa capacidade de defesa não acompanha essa importância.

Isso é perigoso

A história mostra que países ricos, mas frágeis em proteção, acabam sofrendo pressão externa, política, econômica ou até militar.

Não se trata de defender guerra

Se trata de evitar.

Investir em defesa é garantir que ninguém tente avançar sobre o que é nosso.

Também é desenvolvimento: gera empregos, tecnologia e independência. Empresas como a Avibras e a Embraer Defesa & Segurança provam que o Brasil tem capacidade, falta decisão estratégica.

No fim, a pergunta é direta:

o Brasil quer ser respeitado ou apenas observado?

Porque no mundo real, a regra continua a mesma:

Soberania não se garante com discurso. Se garante com preparo, estratégia e capacidade de defesa.

E essa escolha não pode mais esperar.

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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