Balneário Camboriú: Iniciativa aproxima alunos da cultura da pesca da tainha

Projeto é desenvolvido em quatro núcleos de educação infantil e leva estudantes a rancho de pesca da cidade para que elas entendam sobre

O projeto “Entre Redes, Mares e Saberes: As Crianças e a Cultura da Pesca da Tainha” têm levado crianças da rede municipal de ensino de Balneário Camboriú a conhecer e experienciar uma vivência cultural rica, tradicional, mas frequentemente fora do seu cotidiano: a pesca tradicional da tainha e o trabalho dos pescadores locais.

Iniciada junto com a safra da tainha, em maio deste ano, a atividade já envolveu mais de 100 crianças entre quatro e cinco anos de idade, dos Jardins, I e II de quatro Núcleos de Educação Infantil (NEI): Nova Geração, Bom Sucesso, Cristo Luz e São Judas.

O projeto é desenvolvido pela Gerência de Educação Ambiental da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), em parceria com a Secretaria de Educação, e tem como propósito promover atividades externas com as crianças, aproximando-as do território e dessa tradicional cultura do município.

VISITA AOS RANCHOS

Como parte das interações, as crianças visitam um rancho de pesca. O espaço utilizado é o rancho da Praia de Taquarinhas, onde os alunos são recebidos pelos pescadores. Durante as visitas, eles conversam sobre o mar e a cultura da pesca, reforçando também a importância de cuidar da natureza para preservar a tradição.

O projeto se articula com a revista em quadrinhos de educação ambiental “Entre o Rio e o Mar – Aprendendo a Cuidar”, lançada em junho pela Gerência de Educação Ambiental da Emasa, e que também aborda a valorização do território da pesca da tainha.

RODAS DE CONVERSA

Além do diálogo com os pescadores, foram realizadas rodas de conversa nas unidades de ensino, com a participação da equipe do projeto e dos professores. Nesses encontros, as crianças foram ouvidas sobre a experiência vivida e puderam compartilhar suas impressões.

VALORIZAÇÃO CULTURAL

Segundo a gerente de Educação Ambiental da Emasa, Cinthya Lorga, o objetivo é articular essas experiências de descoberta para as crianças com a construção de um vínculo com o território, de modo a manter viva a cultura da pesca da tainha e a valorização do trabalhador artesanal.

– A gente quer fortalecer junto às nossas crianças a importância dessa cultura, valorizando os pescadores da nossa cidade e também esse hábito cultural. Como o município recebe muitas famílias de outras cidades, o projeto pretende aproximar da cultura da pesca também os estudantes cujos pais não nasceram em Balneário Camboriú – explica.

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Texto e fotos: Gustavo Petry

Redação
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