Passeio de tobata, cordéis e brincadeiras tradicionais fizeram parte da programação preparada com a participação dos alunos
Durante esta semana, a Escola do Campo Municipal Edith Krieger Zabel realizou uma festa junina diferente das comemorações tradicionais. Voltada exclusivamente para as crianças, sem a presença da comunidade, a celebração contou com a participação ativa dos alunos em todas as etapas da organização. Eles puderam decidir o que gostariam que tivesse na festa, como milho na espiga, pinhão, apresentações de dança e decorações.
– Além das comidas típicas e das danças, o mais importante é quando as crianças se tornam protagonistas de todo esse processo. Elas participaram da escolha das canções e estudaram cada uma delas com a professora, conhecendo quem são os artistas que as interpretam – comentou a diretora Elaine Petermann.

Com tudo preparado de acordo com as escolhas dos alunos, a programação contou com desfile de trajes, corrida do ovo na colher, boliche, pescaria, barraca de pipoca, corrida de saco e tiro ao alvo na barriga do espantalho (uma adaptação da tradicional brincadeira “boca do palhaço”), além de outras atividades típicas organizadas pelas professoras e pela coordenação da unidade.
Um dos momentos mais aguardados foi o tradicional passeio de tobata. A atividade, que já faz parte da rotina da escola em outros momentos do ano, foi disponibilizada por um morador da comunidade e garantiu a diversão das crianças durante a comemoração.
– Acho que esse é o grande diferencial, quando colocamos as crianças para participar de todo o processo. Não é apenas organizar a festa e esperar que elas apareçam no dia da comemoração. Elas ajudam a construir tudo o que acontece – adicionou.

Junto ao estudo sobre a festa junina, os alunos do quinto ano realizaram trabalhos sobre a literatura de cordel, composta por textos em versos, geralmente rimados, que retratam a cultura, as tradições e os costumes populares do Nordeste brasileiro.
– Aproveitei o contexto da festa junina e as questões regionais que estávamos estudando. Como estávamos trabalhando as regiões do Brasil, decidi trazer também elementos do Nordeste, onde o cordel é uma manifestação cultural bastante tradicional. Apresentei aos alunos alguns cordelistas e expliquei a estrutura do cordel. Depois, produzimos nossos próprios textos em uma versão mais simples e curta, mas trabalhando principalmente a questão das rimas. Cada aluno criou o seu cordel e também confeccionou uma xilogravura para ilustrar a capa do livro – finalizou a professora dos anos finais, Mayara da Silva.
Cada estudante desenvolveu seu próprio cordel relacionado à temática junina, que foi declamado durante a festa com o acompanhamento de instrumentos musicais.
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Texto e fotos: Gabi Maçaneiro




















