Crise no PSD de Santa Catarina: João Rodrigues reage a declarações de prefeito de Florianópolis e partido anuncia processo de expulsão

Da Redação – Folha do Estado
Por José Santana

Uma crise política ganhou força dentro do Partido Social Democrático em Santa Catarina comsdeclarações públicas do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, indicando apoio político fora do projeto estadual da legenda.

Durante coletiva realizada em Chapecó, o prefeito João Rodrigues afirmou que não aceitará permanecer no partido caso haja deslealdade interna ao projeto político que vem sendo construído para as eleições estaduais.

Segundo Rodrigues, a principal divergência surgiu após o prefeito da capital declarar que permanecerá no PSD, mas apoiará a reeleição do governador Jorginho Mello, além de indicar apoio a candidatos de outros partidos.

“Palavra não se trai. O que mantém o homem público em pé é a palavra”, afirmou Rodrigues durante o pronunciamento, ressaltando que, para ele, a política é uma vocação e não apenas um espaço de negociação.

Projeto político para o Estado

Rodrigues afirmou que há mais de duas décadas constrói um projeto político junto ao grupo que o acompanha e que a candidatura ao governo de Santa Catarina vinha sendo estruturada há cerca de quatro anos.

Segundo ele, o movimento envolve lideranças regionais e partidos aliados que estariam articulando um programa de governo voltado ao desenvolvimento estadual.

“Estamos construindo um projeto de Estado, com planejamento e programa de governo, baseado em política séria”, declarou.

PSD anuncia processo de expulsão de Topázio

Após a manifestação do prefeito de Chapecó, o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, confirmou que o partido pretende abrir processo disciplinar contra o prefeito da capital.

Segundo Giordani, a decisão foi tomada com apoio da maioria da executiva estadual e com conhecimento do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.

Uma reunião da executiva estadual foi convocada para a próxima segunda-feira, em Florianópolis, quando o tema deverá ser analisado formalmente.

“Entre os temas da pauta estará a abertura do processo de expulsão do prefeito Topázio Neto, para que o partido retome um ambiente de unidade e respeito ao projeto político”, afirmou.

Divergências internas

De acordo com a direção estadual do PSD, as divergências começaram a se intensificar após as eleições municipais de 2024, quando o prefeito da capital passou a adotar posições políticas divergentes da estratégia da sigla em Santa Catarina.

Entre os episódios citados está o apoio a candidaturas em outras legendas e articulações políticas consideradas incompatíveis com o projeto estadual do partido.

Para lideranças do PSD catarinense, a permanência de dirigentes que não seguem a estratégia eleitoral da legenda poderia enfraquecer a construção de uma candidatura própria ao governo do Estado.

Pré-candidatura ao governo

No fechamento desta edição, a reportagem da Folha do Estado recebeu a confirmação de que o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, confirmou sua pré-candidatura ao governo de Santa Catarina, reforçando a disposição de liderar um projeto político estadual nas próximas eleições.

A decisão ocorre em meio à crise interna no PSD e amplia a movimentação política no cenário catarinense com vistas ao pleito de 2026.

Redação
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