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CRÔNICA COM DUKA SILIPRANDI: A HISTÓRIA POR TRÁS DA OBRA – O PAI DA CRIANÇA E NENHUMA REFERÊNCIA

Semanalmente Duka aborda temas exclusivos relativos a Itapema

Onde a vista alcança, quando cheguei aqui em 1978, era voz corrente e uníssona: quase tudo é do Stalin. Ta vendo aquele morro ali, é dele também. Indiscutivelmente o estilo quimérico do advogado Stálin Passos lhe rendera muito sucesso, além duma incomensurável fortuna. Dificilmente, quem transita de Ilhota a Meia-Praia, na incomparável Itapema, balneário que conta com quase 80 mil habitantes fora da temporada, não deixa de ouvir, em todo o canto, a sanha da família Passos. É como ir a Roma e não ver o Papa.

Na minha memória afetiva, sobressai em tempos antigos, o Hotel Village. Em frente ao mar e da lanchonete do Hotel, eu era habituê das inesquecíveis partidas de vôlei organizadas à época pelo Danilo, o Neto, e pelo Hermann, comandantes do maior point de toda aquela orla. E claro, tinha também a boate Cavalinho, o Samurai, o Pilequinho, era um fervo só! Nativos e turistas também se digladiavam no disputadíssimo futebol de areia, onde no time dos pescadores o craque NANE era a maior atração. Pelo que fiquei sabendo, Nane virou profissional, foi embora de Itapema. Hoje, não tenho mais notícias dele, até vou perguntar a respeito para alguém da época. Mas a verdade mesmo é que a moçada se reunia mesmo era em frente ao célebre Village.

O certo é que a ilustre figura de Stálin Passos – “in memoriam” – confunde-se com a própria história de Itapema. Recentemente, tive acesso a uma biografia ilustrada do mesmo, da lavra de um cascavelense, o jornalista ELIAS TENÓRIO, do qual recebi um exemplar e o estou folheando com atenção saudosista. O curioso, no entanto, é que Tenório, que se debruçou com a devida energia ao respeitável relato, surpreendentemente  não teve seu nome estampado na obra, e sequer foi citado pela organizadora do trabalho, Tatiana Passos, uma das filhas de Stalin.

Importante, por questão de justiça – uma vez que seu nome foi suprimido “in totum” –  deixar registrado o denodo profissional do verdadeiro autor da obra biográfica: Elias Tenório, uma espécie de “alter ego” da organizadora Tatiana. Será?

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Por Duka Siliprandi – Advogado e Empresário

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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