Voto consciente é compromisso com o futuro da nação
Neste ano, no dia 04, de outubro, todos nós temos um compromisso, o de avaliar, com critérios seletivos, quem irá ocupar cadeiras na Assembleia Legislativa dos Estados, na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, bem como nos cargos executivos de governadores e presidente da República.
À medida que o país se aproxima de mais um processo eleitoral, torna-se indispensável reafirmar princípios básicos que sustentam a democracia: a verdade, a responsabilidade e o compromisso com o interesse público.
O eleitor não pode ser mero espectador de promessas. Cabe a ele analisar, questionar e distinguir entre as propostas viáveis e os discursos vazios. A responsabilidade do voto começa pela informação e exige atenção redobrada diante da crescente disseminação de desinformação.
Nesse cenário, um fenômeno preocupa: a atuação de grupos em aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, que muitas vezes se transformam em verdadeiras engrenagens de propagação de conteúdos não verificados. Movidos por emoção, impulsividade ou alinhamento ideológico, muitos participantes compartilham informações sem qualquer checagem prévia, contribuindo para um ciclo contínuo de distorção da realidade.
Essas bolhas informacionais, em diversos casos, operam sem compromisso com critérios mínimos de apuração. Seus administradores e influenciadores, nem sempre de forma inocente, atuam para direcionar narrativas, amplificar versões únicas dos fatos e criar ambientes de medo, insegurança e desconfiança. O resultado é a contaminação do debate público por acusações infundadas, meias-verdades e conteúdos manipulados.
“Grupos que espalham desinformação não informam, manipulam. E quem compartilha sem verificar deixa de ser vítima e passa a ser instrumento”.
É preciso reconhecer que muitos cidadãos, por falta de acesso à informação qualificada ou por confiança em seus círculos sociais, acabam se tornando instrumentos involuntários desse processo. Repassam conteúdos falsos, reforçam narrativas distorcidas e, sem perceber, contribuem para a desinformação coletiva.
Por outro lado, os candidatos têm o dever ético e legal de apresentar propostas fundamentadas na realidade. Promessas mirabolantes, soluções simplistas para problemas complexos e discursos desconectados das atribuições dos cargos não apenas desrespeitam o eleitor, mas fragilizam o processo democrático.
É fundamental compreender que os cargos em disputa possuem naturezas distintas. Para o Poder Executivo: governadores e presidente da República são responsáveis pela gestão e execução de políticas públicas. Já o Poder Legislativo, deputados estaduais e federais, têm a função de legislar, fiscalizar e representar dignamente a população. O senador, por sua vez, atua na revisão legislativa e em temas estruturais da federação.
Confundir essas atribuições abre espaço para promessas inviáveis e enganos deliberados. Um parlamentar não executa obras; um chefe do Executivo não legisla sozinho. A clareza sobre esses papéis é essencial para um voto consciente.
O combate à corrupção e à desinformação exige mais do que instituições fortes, exige uma sociedade vigilante, informada e responsável. Em tempos de excesso de informação, a verdade continua sendo o principal critério de escolha.
E ela depende (sobretudo a verdade), da postura de cada cidadão diante do que lê, do que acredita e, principalmente, do que compartilha. Por isso, pensar e conhecer bem o que é correto, é essencial para termos um pleito de resultados positivos para a Nação.
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Folha do Estado




























