Estamos no epílogo de 2025, mas o ano não foi como eu queria

Um novo ano está chegando e com ele novas esperanças para o mundo

Todo começo de ano é assim. Fazemos promessas e desejos, anotamos tudo num papel e depois os dias do calendário nos escancaram uma verdade: o homem planeja e Deus ri. Não sei o seu, mas o meu 2025 foi muito diferente do que eu ingenuamente havia planejado, em tantas áreas da vida. Perdi familiares muito queridos (como contei nesta newsletter, ao longo do ano); apostei muito e recebi pouco na vida amorosa; tive muitos perrengues financeiros. 

A Débora de anos atrás encerraria este dezembro frustrada, já que tudo saiu diferente do que ela desejava. Mas, a cada fio branco que chega, a gente – finalmente – aprende que temos muito pouco controle sobre o caminhar dos dias. Planejar, ter metas e sonhar precisa estar na nossa intenção, claro. Mas achar que podemos colocar doze meses em uma camisa de força é lutar contra o movimento indomável dos acontecimentos, alheios à nossa vontade. Enfim, as coisas são como são.

E quanto mais a gente reluta em aceitar, mais o sofrimento aperta. É o tal do, “aceita que dói menos”, sabe? Às vezes acho que temos tanta dificuldade em aceitar porque a palavra parece nos colocar em uma atitude passiva diante da vida, de grande conformismo. Mas não. Aceitar é postura ativa de quem entende que, diante do que se lhe apresenta, se debater e espernear não ajuda a encontrar a saída. É da honesta aceitação que vem a possibilidade de mudança. De ressignificar o que nos passou e, de então, trilhar outros caminhos em vez de lamentar pelo que (não) aconteceu.

É como ser colocado no avião errado e, chegando ao destino, gastar todos os dias querendo voltar, em vez de descobrir o que aquela nova paisagem nos reserva. Se deixarmos para trás o que era para ser e vivermos o que é, talvez a gente descubra que a mudança de destino era justamente o que o nosso caminho precisava. Nas alegrias e na tristeza, descobrimos que o melhor é  “chorar, sorrir, também, e dançar na chuva quando a chuva vem”, como cantou o querido Marcelo Jeneci em “Felicidade“.  Na música, ele também diz que  “tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar”, mas tudo passa. Tanto o bom, quanto o ruim. O aprendizado fica. 

E assim chegamos ao final de 2025. Depois de carregar muitas pedras, eu esvaziei a mochila devagarinho, e agora a bagagem está mais leve, pronta para entrar em 2026 com o que tenho de mais precioso. Com um agradecimento sincero aos acontecimentos que me trouxeram sabedoria e força. Ao repassar a minha “lista de metas de 2025″, decidi registrar as lições mais importantes. Aqui estão algumas:

  1. Resistir ao que é inevitável só prolonga o sofrimento.
  2. O luto é um processo não-linear: há dias mais fáceis e outros menos.
  3. A morte nos ensina a viver.
  4. Escutar o nosso corpo é criar uma conexão direta com a nossa saúde física e mental.
  5. Descansar é gesto de autoamor.
  6. Dar limites só vai irritar quem está ultrapassando o seu.
  7. Amor de verdade não mora nas palavras, mas na ação.
  8. Ser leal à própria verdade é um valor inegociável, em qualquer lugar.
  9. Cultivar as amizades é ter quem te ajude a se lembrar de quem você é.
  10. Nossas crenças sobre dinheiro influenciam nossa abundância ou escassez.
  11. Um mau exemplo também ensina (sobre o que não fazer).

Me conta o que você somaria nessa lista também?

Uma semana cheia de novos desejos para você.

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Por Débora Zanelato (@deborazanelato)

Diretora de Conteúdo da Vida Simples

 

Redação
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Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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