Itajaí Semana da Mulher: Força feminina no campo impulsiona o sucesso da produção agrícola no município

A atividade da mulher no campo atravessa gerações de uma vida inteira dedicada a terra

Uma casa idealizada por duas agricultoras de gerações diferentes mostra o valor de trabalhadores e trabalhadoras da zona rural de Itajaí. A Casa do Colono, no Parque do Agricultor Gilmar Graf, é o ponto de encontro de duas gerações de agricultoras. Mulheres fundamentais para o sucesso da produção agrícola de Itajaí. Iria Dallago Rockenbach, de 67 anos, e Elisangela Tramontin, de 41, trocam experiências entre o antigo e o moderno nas lavouras e sobre o papel da mulher na agricultura do município.

A jornada dupla dos afazeres domésticos, criar os filhos e cuidar da plantação sempre foi a rotina de dona Iria. Moradora do KM 12, desde jovem participava das atividades da propriedade da família, cultivando a terra e mantendo viva a tradição rural no município. Manteve, já na vida adulta, o vínculo com a terra e com o trabalho rural.

As mãos carregam a história de quem ajudou a construir o progresso da agricultura local. Entre o plantio, a colheita e os cuidados com a casa, ela representa uma geração de mulheres que sustentou o crescimento das comunidades rurais.

Em muitas propriedades, as mulheres acumulam funções, ajudam no preparo da terra, participam da semeadura, acompanham o crescimento das lavouras, organizam a colheita e ainda cuidam das tarefas da casa. E muitas assumem posições de liderança dentro das comunidades agrícolas.

– Lá em casa éramos sete mulheres, então a força feminina sempre foi muito importante para tocar a casa e a agricultura. Era um trabalho pesado, mas a gente tinha muita disposição. Hoje tudo mudou bastante, tem máquinas e tecnologia que facilitam muito. Naquele tempo, para colher arroz, era tudo manual e dava muito mais trabalho. Mesmo assim, tenho muito orgulho de ter sido uma mulher do campo e de ter ajudado a construir essa história – conta a agricultora.

LIDERANÇA E TECNOLOGIA NA NOVA GERAÇÃO DE AGRICULTORAS

Se  a experiência de dona Iria simboliza tradição, a trajetória de Elisangela Tramontin, de 41 anos, mostra como as mulheres também estão à frente da modernização do campo.

Moradora da localidade da Itaipava, a rizicultora segue a tradição herdada da família e permanece na agricultura, sendo hoje uma das lideranças da comunidade rural. Ela está diretamente à frente da produção agrícola da propriedade da família.
Entre as principais atividades está o cultivo de arroz, a maior cultura agrícola da região. Na Casa do Colono, ela faz uma viagem no tempo com dona Iria, conhece ferramentas que nunca usou na lavoura, mas, como uma das idealizadoras do espaço, colheu acervos nas comunidades rurais de Itajaí para que as novas gerações conheçam o passado da roça.

Porém, a agricultora acompanha de perto as inovações que vêm transformando o setor. Uma das ferramentas que passaram a fazer parte da rotina da lavoura é o drone agrícola, utilizado para auxiliar no monitoramento da plantação e em processos de semeadura. A tecnologia permite maior precisão no manejo da lavoura, melhora a produtividade e reduz custos.

– Eu cresci vendo meu pai trabalhar na roça e segui esse caminho. Hoje ajudo na administração, faço notas, organizo a carga do arroz e também sou piloto de drone, fiz curso e tenho autorização para voar. A rotina é puxada, porque precisamos dividir o tempo entre a lavoura, a casa e a família, muitas vezes trabalhando também nos fins de semana. Mas é um grande orgulho ser agricultora e representar a força das mulheres no campo. A tecnologia também tem ajudado a trazer mais mulheres para a agricultura, seja pilotando drones ou trabalhando com máquinas. A todas as mulheres agricultoras, quero dizer que somos guerreiras pela força e pela dedicação do dia a dia, tanto em casa quanto na lavoura – completa a agricultora.

Histórias como as de dona Íria e Elisângela mostram que tradição, experiência e inovação podem caminhar juntas no campo, um espaço tão importante para as mulheres. Entre gerações diferentes, mas com o mesmo amor pela terra, elas seguem cultivando não apenas alimentos, mas também o futuro da agricultura em Itajaí.

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Texto: Secom/PMI

Foto: Juan Ferraes/Secom

 

Redação
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