Joinville: Comissão Processante da Câmara ouve primeiras testemunhas sobre denúncia de agressão

Os três ouvidos foram os vereadores Lucas Souza (Republicanos), Instrutor Lucas (PL) e Kiko da Luz (PSD)

Membros da comissão ouvem Lucas Souza/Mauro Schlieck/CVJ

A Comissão Processante formada no início do mês para investigar suposta quebra de decoro parlamentar do vereador Cleiton Profeta (PL) ouviu na tarde desta quarta-feira (25) três testemunhas que estiveram em uma reunião ocorrida na chamada sala VIP da Presidência da Câmara durante uma suspensão de sessão ordinária no dia 25 de fevereiro. Os trabalhos da comissão se centraram neste evento porque a denúncia feita pelo partido Novo apresenta um relato de agressão física segundo o qual Profeta “teria prensado contra parede outro parlamentar”. Os três ouvidos foram os vereadores Lucas Souza (Republicanos), Instrutor Lucas (PL) e Kiko da Luz (PSD).

Para resumir os pontos comuns dos depoimentos, os parlamentares indicaram que a reunião da sala VIP foi dedicada a temas administrativos relacionados às mudanças de horários e também ao clima cada vez mais acalorado dos debates em Plenário. Eles também indicaram que Profeta teria reivindicado a criação de um tempo de oposição (um instrumento regimental para que o parlamentar assim identificado pudesse falar mais livremente na Tribuna em nome da oposição). A discussão entre Profeta e Henrique Deckmann (MDB) teria ocorrido após este intervir para que Profeta ouvisse as reivindicações dos demais vereadores.

Uma das divergências entre os depoimentos está no entendimento de como teria sido a intervenção de Deckmann. No relato do vereador Instrutor Lucas, por exemplo, Deckmann teria se levantado e dito que Profeta “teria que ficar ali e ouvir os outros vereadores”. No relato de Lucas Souza, esse momento teria ocorrido como um pedido.

A Comissão já tem data prevista para seu próximo encontro. Será nesta quinta-feira, a partir das 8h30, para ouvir o vereador Wilian Tonezi (PL).

TESTA E PEITO

Público se manifesta no plenário/Mauro Schlieck/CVJ

Segundo Lucas Souza, Profeta teria avançado em direção a Deckmann com as mãos para trás e encostado a testa e o peito em Deckmann até encurralá-lo em uma quina do local. Souza afirmou também que tentou conter Profeta com um dos braços antes desse momento.

Em seu relato, o vereador Instrutor Lucas afirmou não ter testemunhado nenhuma agressão física, mas apenas atritos verbais. O relator da comissão processante, vereador Érico Vinicius (Novo), chegou a perguntar se Instrutor Lucas, por sua formação policial, teria uma leitura diferente sobre o que configuraria agressão, mas o presidente do colegiado, o vereador Adilson Girardi (MDB), limitou quesitos sobre conceituações ou valores subjetivos.

HISTÓRICO

Público se manifesta no plenário/Mauro Schlieck/CVJ

O Plenário da Câmara de Joinville aceitou, em 2 de março, por 14 votos a 2, denúncia apresentada pelos diretórios estadual e municipal do partido Novo contra Cleiton Profeta por quebra de decoro parlamentar. Em sua defesa, Cleiton Profeta disse que está sendo “perseguido e tolhido” pelo Novo por sua posição política “independente”. A comissão processante foi composta por três vereadores sorteados em plenário, sendo presidida por Adilson Girardi (MDB), tendo como relator Érico Vinicius (Novo) e como membro Brandel Junior (PL).

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Texto: Jornalismo/CVJ

 

 

 

Redação
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