Joinville: Plenário aceita denúncia e abre comissão processante contra Cleiton Profeta do PL

Diretórios, estadual e municipal do partido Novo, acusam o vereador por suposta quebra de decoro parlamentar por ofensas e agressão a vereadores

Cleiton Profeta defende-se das acusações/ Mauro Schlieck/CVJ.

O Plenário da Câmara de Joinville aceitou, por 14 votos a 2, a denúncia apresentada na sessão de hoje (2) pelos diretórios estadual e municipal do partido Novo contra Cleiton Profeta (PL) por quebra de decoro parlamentar por supostas ofensas a vereadores, tumultos nas sessões e relatos de agressão física contra outro parlamentar.

Uma comissão processante foi aberta para investigar a denúncia. O colegiado será composto por três vereadores sorteados em plenário, sendo presidida por Adilson Girardi (MDB), tendo como relator Érico Vinicius (Novo) e como membro Brandel Junior (PL). A reunião de abertura da comissão será na próxima quarta, às 9h, na sala das comissões.

Os trabalhos seguirão o rito do Decreto-Lei 201, de 1967. Profeta terá dez dias para apresentar sua defesa prévia, por escrito, e indicar as provas que pretender produzir e suas testemunhas. Após a defesa, a comissão processante emitirá parecer dentro de cinco dias, opinando pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia, o qual, neste caso, será submetido ao Plenário. Se prosseguir, diligências e audiências serão feitas para ouvir acusado e testemunhas, num processo que deve levar até 90 dias, a partir da notificação do acusado.

Placar eletrônico da votação/Reprodução

Na acusação, lida em plenário, os dirigentes do Novo pedem a cassação do mandato de Profeta. O partido relata momentos em que o vereador teria ofendido seus pares, inclusive com xingamentos, levando a interrupções e cancelamentos de comissões e sessões. “A falta de respeito com os trabalhos da Câmara de Vereadores é uma prática constante do denunciado”, diz o documento.

Os denunciantes também expõem uma alegada agressão contra um vereador duramente reunião interna dos parlamentares, na última quarta-feira, na qual Profeta teria empurrado contra a parede um colega idoso. O vereador agredido, segundo outros parlamentares, é Henrique Deckmann (MDB), que denunciou o caso à polícia.

DEFESA

Em sua defesa, na sessão de hoje, Cleiton Profeta disse que está sendo “perseguido e tolhido” pelo Novo por sua posição política “independente”. “Querem me cassar porque eu falo a verdade”, afirmou, na tribuna.

Sobre a denúncia de agressão a Deckmann, Profeta disse ter sido intimidado pelo vereador, que teria impedido sua saída da sala de reuniões, e que tentou defender-se.

MANIFESTAÇÕES

A maioria dos vereadores criticou a conduta de Profeta e lamentou o desgaste que o caso provoca à imagem da Câmara. Wilian Tonezi (PL), no entanto, saiu em defesa do colega, que ficou ao seu lado quando Tonezi foi denunciado por suposta quebra de decoro, no ano passado.

Neto Petters (Novo) afirmou que o denunciado provocou “várias situações de violência” contra vereadores e que foi “gravíssima” a agressão contra Deckmann, o mais experiente da Casa, empurrado até bater as costas na parede e ficar “acuado”.

Mateus Batista (União Brasil) afirmou que a Câmara deve ter um ambiente respeitoso e o que a agressão a Deckmann não pode ser tolerada.

Lucas Souza (Republicanos) disse que a agressão a Deckmann foi “grave”, e que espera que essa situação sirva de lição para que o parlamento saia mais forte e “conectado com as necessidades” dos cidadãos.

Liliane da Frada (Podemos) contou ter sido ofendida várias vezes por vereadores que “precisam humilhar os outros para se sentirem superiores”.

Érico Vinicius (Novo) disse que Profeta buscou frequentemente causar discórdia com seus atos provocativos.

Vanessa Venzke Falk (Novo) cobrou respeito aos parlamentares e à Casa e disse ter se sentido várias vezes desrespeitada por um vereador.

Pastor Ascendino Batista (PSD) disse que as palavras têm peso, por isso devem ser calculadas, e que as reuniões da CVJ estão “virando um ringue”.

Vanessa da Rosa (PT) posicionou-se contra a violência, em especial a política, e lamentou ter presenciado vários episódios de violência contra parlamentares.

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Da Assessoria/CVJ

 

Redação
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