Defesa Civil destacou que Joinville possui política e sistema municipal estruturados, além do Plano de Gestão de Riscos e Desastres

A Comissão de Urbanismo da CVJ, presidida por Lucas Souza (Republicanos), realizou nesta terça-feira (21) uma audiência pública para discutir o diagnóstico climático diante da chegada do fenômeno El Niño e as ações de prevenção adotadas pelo município.
A apresentação foi conduzida por representantes da Prefeitura, com foco nas estratégias da Defesa Civil e da Secretaria de Infraestrutura. Segundo o secretário de Proteção e Defesa Civil, Paulo Rogério Rigo, o órgão passou por reestruturação nos últimos anos, ampliando o quadro de servidores e a capacidade operacional. Desde 2021, mais de mil quilômetros de rios e valas foram desassoreados.
O diretor-executivo da Defesa Civil, Maiko Richter, destacou que Joinville possui política e sistema municipal estruturados, além do Plano de Gestão de Riscos e Desastres em execução desde o fim de 2025. Entre as ações em andamento estão limpeza de rios, drenagem urbana, monitoramento contínuo, cadastramento de áreas de risco, campanhas educativas e simulações em escolas.
Dados apresentados indicam que, apenas em 2025 e 2026, foram executados 306 quilômetros de limpeza de rios e valas. O município também informou investimentos de R$ 199,3 milhões em obras e estudos voltados à prevenção, com prioridade para drenagem.
A Secretaria de Infraestrutura detalhou ações operacionais. Entre maio e julho, mais de mil bocas de lobo foram limpas ou reparadas em diferentes regiões da cidade. Também foram retiradas 4,1 toneladas de sedimentos de rios considerados críticos nos últimos dois meses.
A Prefeitura informou que intensificou a frequência de manutenção em cursos d’água com maior risco e mantém monitoramento meteorológico diário, com emissão de alertas à população.
Durante a audiência, os vereadores Diego Machado (PSD), Liliane da Frada (Podemos) e Vanessa Venzke Falk (Novo) apontaram preocupações com a necessidade de licenciamento ambiental para intervenções em áreas rurais, o que pode impactar a execução de medidas preventivas.
O tema ganha relevância com a previsão de aumento no volume de chuva no segundo semestre, associado ao El Niño, e segue sob acompanhamento do Legislativo e dos órgãos municipais.
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Texto: Jornalismo/CVJ


























