Tiago Baltt (MDB), de Balneário Piçarras, foi detido nesta terça-feira (19). O segundo em 2026. Maioria das prisões ocorreu durante a Operação Mensageiro entre 2022 e 2024
Desde agosto de 2020, ao menos 30 prefeitos foram presos em Santa Catarina, o que representa mais de 10% dos 295 municípios do estado. Caso mais recente envolve Tiago Baltt (MDB), de Balneário Piçarras, detido em investigação lavagem de dinheiro em obras públicas. Primeira prisão foi de Orildo Severgnini, de Major Vieira, em operação que apurava corrupção e lavagem de dinheiro. A Operação Mensageiro foi responsável pelo maior número de prisões, com 17 prefeitos detidos. Entre os presos, há gestores de oito partidos diferentes.
HISTÓRICO DE PRISÕES EM SANTA CATARINA
O primeiro prefeito preso desde 2020 foi Orildo Severgnini, então gestor de Major Vieira, no Norte catarinense. Ele foi detido na segunda fase na operação “Et Pater Filium”, que investigava crimes de corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
Na lista, há políticos que foram soltos, condenados, que renunciaram ao cargo e até que foram reeleitos após a prisão, como o caso de Patrick Corrêa (Republicanos), de Imaruí.
CONFIRA OS PRESOS DESDE 2020, POR ORDEM DE DETENÇÃO:
- Orildo Antônio Severgnini (MDB), prefeito de Major Vieira, preso na operação Et Pater Filium;
- Adelmo Alberti ( antigo PSL), prefeito de Bela Vista do Toldo, preso na operação Et Pater Filium;
- Beto Passos (PSD), prefeito de Canoinhas preso na operação Et Pater Filium;
- Deyvisonn Souza (MDB), prefeito de Pescaria Brava, preso na operação Mensageiro;
- Luiz Henrique Saliba (PP),prefeito de Papanduva, preso na operação Mensageiro;
- Antônio Rodrigues (PP),prefeito de Balneário Barra do Sul, preso na operação Mensageiro;
- Marlon Neuber (PL), prefeito de Itapoá, preso na operação Mensageiro;
- Antônio Ceron (PSD),prefeito de Lages, preso na operação Mensageiro;
- Vicente Corrêa Costa (PL), prefeito de Capivari de Baixo, preso na operação Mensageiro;
- Joares Ponticelli (PP), prefeito de Tubarão, preso na operação Mensageiro;
- Luiz Carlos Tamanini (MDB), prefeito de Corupá, preso na operação Mensageiro;
- Adriano Poffo (MDB), prefeito de Ibirama, preso na operação Mensageiro;
- Adilson Lisczkovski (Patriotas), prefeito de Major Vieira, preso na operação Mensageiro;
- Armindo Sesar Tassi (MDB), prefeito de Massaranduba, preso na operação Mensageiro;
- Patrick Corrêa (Republicanos), prefeito de Imaruí, preso na operação Mensageiro;
- Luiz Shimoguri (PSD), prefeito de Três Barras, preso na operação Mensageiro;
- Alfredo Cezar Dreher (Podemos), prefeito de Bela Vista do Toldo, preso na operação Mensageiro;
- Felipe Voigt (MDB), prefeito de Schroeder, preso na operação Mensageiro;
- Luiz Antônio Chiodini (PP), prefeito de Guaramirim, preso na operação Mensageiro;
- Clézio José Fortunato (MDB),prefeito de São João do Itaperiú, preso na operação Mensageiro;
- Douglas Elias Costa (PL), prefeito de Barra Velha, preso na operação Travessia;
- Ari Wollinger (Ari Bagúio) (PL), prefeito de Ponte Alta do Norte, preso na operação Limpeza Urbana;
- Gustavo Cancellier (PP), prefeito de Urussanga, preso na operação Terra Nostra;
- Clori Peroza (PT), prefeita de Ipuaçu, presa na operação Fundraising;
- Fernando de Fáveri (MDB), prefeito de Cocal do Sul, preso na operação Fundraising;
- Marcelo Baldissera (PL), prefeito de Ipira, preso na operação Fundraising;
- Mario Afonso Woitexem (PSDB), prefeito de Pinhalzinho, preso na operação Fundraising;
- Clésio Salvaro (PSD), prefeito de Criciúma, preso na operação Caronte;
- Júnior de Abreu Bento (PP), prefeito de Garopaba, preso na operação Coleta Seletiva
- Tiago Baltt (PL), prefeito de Balneário Piçarras, preso na operação Regalo.
Entre os partidos, 9 prefeitos são do MDB, 6 do PP, 5 do PL e 4 do PSD. O antigo PSL e o Patriota, Republicanos, Podemos, PT e PSDB tiveram um prefeito preso cada.
A Operação Mensageiro foi responsável pelo maior número de prisões, totalizando 17 gestores detidos. A investigação apura um esquema criminoso no setor de coleta e destinação de lixo em várias prefeituras de Santa Catarina. Atualmente, todos os prefeitos presos na operação estão soltos.
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Por Redação g1 SC




























