Preço do boi dispara e carne de burro vira opção contra crise na Argentina

Efeito Milei atinge com força o setor alimentício de los hermanos

Inflação muda alimentação dos argentinos. Fazendeiro incentiva comer carne de burro. Imagem: Amanda Cotrim/UOL

O recente aumento mundial do preço do boi gordo altera os hábitos de consumo das famílias na Argentina. Para driblar a inflação da carne bovina, a população considerada a “mais carnívora do mundo” recorre à carne de burro. Alta da carne bovina muda hábitos na Argentina. A escalada de preços chegou aos açougues e levou produtores a incentivar o consumo de carne de burro, que é mais acessível.

Quilo da carne bovina supera 10 mil pesos. Segundo o Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censo), o preço médio da carne moída comum na Grande Buenos Aires foi de 10.324,46 pesos em março, com alta de 8,4% no mês e 63,2% em 12 meses.

Preço elevado se repete em outras regiões. O quilo também supera cinco dígitos na Patagônia (12.528,33 pesos), Nordeste (11.908,60 pesos) e Noroeste (10.415,17 pesos).

Alta do boi gordo pressiona custos. A arroba subiu 26,5% no ano, a US$ 73,58, acima do recorde anterior, registrado em abril de 2022, segundo o Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.

Produtores passam a incentivar carne de burro. O pecuarista Julio Cittadini vende cortes similares aos bovinos por cerca de 7.500 pesos o quilo.

Alternativa avança em regiões com restrições produtivas. Segundo Cittadini, áreas como a Patagônia têm limitações para criação tradicional, o que favorece o uso de animais mais resistentes.

“Na carne de burro, os cortes são praticamente os mesmos da carne bovina”, disse Julio Cittadini, pecuarista argentino ao Infobae a la Tarde.

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Publicação UOL/SP

 

 

Redação
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