A manhã desta terça-feira (19) foi marcada por forte movimentação policial e institucional em Balneário Piçarras após a deflagração de uma operação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que resultou na prisão do prefeito Tiago Baltt.
A investigação apura supostos crimes relacionados à administração pública, incluindo possíveis irregularidades em contratos, movimentações financeiras e eventuais desvios de recursos públicos. Durante a operação, equipes do Ministério Público cumpriram mandados judiciais e realizaram coleta de documentos e materiais considerados relevantes para o avanço das investigações.

Desde as primeiras horas do dia, agentes estiveram em setores ligados à administração municipal. A operação provocou forte repercussão política e administrativa na cidade, considerada uma das que mais cresceram economicamente no litoral norte catarinense nos últimos anos.
Com a prisão do chefe do Executivo municipal, em Brasília, na terça-feira, o vice-prefeito Fabiano José Alves assumiu oficialmente o cargo de prefeito em exercício no fim da tarde desta terça-feira, garantindo a continuidade administrativa da prefeitura.
Em nota oficial divulgada pela Assessoria de Comunicação, a Prefeitura de Balneário Piçarras informou que acompanhou a atuação das autoridades e afirmou estar colaborando integralmente com a investigação.
Íntegra da nota oficial da Prefeitura de Balneário Piçarras
“A Prefeitura de Balneário Piçarras informa que, na manhã desta terça-feira (19/05), as equipes técnicas da administração municipal acompanharam a coleta de documentos de investigação do Ministério Público. Desde as primeiras horas da manhã, a Administração Municipal adotou uma postura de total colaboração com a operação e com os órgãos responsáveis pela investigação.
No fim desta tarde, o vice-prefeito Dr. Fabiano José Alves, tomou posse como prefeito em exercício.
A gestão municipal reforça seu compromisso com a lisura dos processos administrativos, a transparência na aplicação dos recursos públicos e o respeito às instituições responsáveis pela fiscalização e investigação.
Por fim, a Prefeitura reforça que os serviços públicos e as atividades administrativas permanecem sendo executados normalmente, sem prejuízo ao atendimento da população.
Até o momento, o Ministério Público não divulgou todos os detalhes da investigação nem o conteúdo integral das decisões judiciais que embasaram as medidas cautelares. A defesa do prefeito ainda poderá se manifestar oficialmente no decorrer do processo.
A operação amplia a pressão sobre a gestão municipal e deve gerar novos desdobramentos políticos, administrativos e jurídicos nos próximos dias.
Reportagem: José Santana — Jornalista especializado em Direito Constitucional






























