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PROMESSA DE HOSPITAL SE ARRASTA DESDE 2018; PRESIDENTE DA CÂMARA ALERTA PARA ‘CAOS TOTAL’”

📍 Araquari
O Hospital Municipal, anunciado como solução estrutural para a saúde pública de Araquari iniciou-se em 2018. Oito anos depois, a unidade ainda não está plenamente operacional, enquanto pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrentam filas prolongadas para consultas especializadas, exames e cirurgias eletivas.
Em entrevista ao Folhacast, o presidente da Câmara Municipal, Nelzir Machado, conhecido como Neném, classificou a situação como crítica e defendeu maior atenção do Governo do Estado ao município.
“A MÁQUINA ESTÁ CHEIA”
Durante a entrevista, o parlamentar relatou experiência pessoal para ilustrar a importância do SUS: “Eu não tenho plano particular. Nunca tive. Minha esposa teve um AVC há dois anos e quem salvou ela foi o SUS. Eu sou muito grato ao sistema.”
Apesar do reconhecimento, fez um alerta: “A máquina está cheia. A saúde vive um caos total e precisamos dar uma resposta.” A declaração combina gratidão ao sistema público com crítica à sobrecarga estrutural enfrentada pelo município.
Veja trecho (corte da entrevista)

CRESCIMENTO POPULACIONAL E PRESSÃO ASSISTENCIAL

Araquari vive expansão industrial e logística que elevou significativamente sua população, hoje estimada em cerca de 60 mil habitantes.  O crescimento impacta diretamente: A demanda por consultas médicas, encaminhamentos para especialistas, solicitações de exames, necessidade de internações hospitalares, sem hospital próprio plenamente estruturado, o município permanece dependente da regulação regional para procedimentos de média e alta complexidade.

O IMPACTO ESTIMADO DA AUSÊNCIA DO HOSPITAL

Projeto de como será o Hospital de Araquari – Divulgação/Prefeitura de Araquari
Projeção técnica do hospital, maquete, da esperança baseada no sonho de uma população de 60 mil habitantes quem em parâmetros médios nacionais indica que, entre 2019 e 2025:
Deixaram de ser atendidas cerca de 42 mil internações dependeram de regulação regional ou de outras unidades no Estado;
 Aproximadamente 16,8 mil cirurgias eletivas aguardaram vagas externas; Mais de 1 milhão de consultas especializadas foram realizadas sob pressão estrutural.
Os números representam capacidade potencial que poderia ter sido absorvida por estrutura hospitalar própria, reduzindo dependência regional e tempo de espera.
HISTÓRICO DA OBRA
Desde o início do projeto, o hospital passou por:
Início das obras (2018); Interrupção contratual e paralisação (2021); Convênio para retomada com o Estado (2022); Nova licitação e reinício formal (2023–2024); Execução em andamento (2025), com previsão de conclusão da primeira fase em 2026.
O intervalo entre o anúncio inicial e a entrega parcial representa quase uma década de expectativa.

COBRANÇA POR ISONOMIA

Sem direcionar críticas pessoais ao chefe do Executivo estadual, Neném defendeu maior equilíbrio na distribuição de investimentos: “Não estou criticando o governador. Mas precisamos olhar melhor para Araquari. Não adianta priorizar apenas cidades/vitrine.” A fala remete ao princípio da isonomia na aplicação de recursos públicos em saúde.
HOSPITAL COMO PRIORIDADE ESTRATÉGICA
Para o presidente da Câmara, a solução passa por articulação institucional: “Se não houver recurso suficiente, que se busque o governo federal, o governo do Estado e até a iniciativa privada. O mais importante é ter o hospital funcionando.”
Segundo ele, a unidade atenderá não apenas Araquari, mas também municípios do entorno.
Tecnicamente, as unidades seguem funcionando e os atendimentos de urgência são realizados. Contudo, há pressão significativa sobre o sistema, especialmente nos procedimentos eletivos. A declaração do presidente da Câmara desloca o debate para o campo político-institucional e reforça a cobrança por solução estrutural definitiva.
A pergunta que permanece é objetiva e mensurável: quando o hospital iniciado informalmente em 2018, deixará de ser promessa e passará a reduzir efetivamente o tempo de espera dos usuários?
Veja podcast completo no link: no Canal Folhacast 
José Santana
Jornalista | Pós-graduado em Direito Constitucional
Folha do Estado SC
Redação
Redaçãohttps://www.instagram.com/folhadoestadosc/
Portal do notícias Folha do Estado especializado em jornalismo investigativo e de denúncias, há 20 anos, ajudando a escrever a história dos catarinenses.
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