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RIO DE JANEIRO: INTERPOL ACIONADA PARA PRENDER 2 BRASILEIROS NO LÍBANO

ELES PLANEJAVAM ATOS TERRORISTAS NO BRASIL

Militantes do Hezbollah durante funeral em 22 de outubro Majadel, no Líbano, de combatente morto em bombardeio de Israel. — Foto: Hassan Ammar/AP.
A Interpol foi acionada para o cumprimento da ordem de prisão contra mais 2 brasileiros que estão no Líbano suspeitos de envolvimento com o planejamento de atos de terrorismo no Brasil. Os dois têm dupla nacionalidade, brasileira e libanesa.
A investigação que resultou nas ordens de prisão começou com informações de inteligência repassadas pelos governos de Israel e dos Estados Unidos, e que resultou numa operação deflagrada nesta quarta-feira (8).
A divisão antiterrorismo da Polícia Federal em Brasília foi alertada para o fato de que brasileiros, vários deles com passagem criminal, estavam sendo aliciados e contratados por comandantes do Hezbollah no Líbano, para promover ataques aqui no Brasil.
As investigações descobriram que alguns destes brasileiros fizeram viagens recentes a Beirute para encontros com o Hezbollah, e definiram valores pela colaboração em atos terroristas, lista de endereços a serem atacados e, ainda, o recrutamento de executores.
Um dos brasileiros foi preso na noite de terça (7) desembarcando no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Outro foi preso nesta quarta (8) quando chegava de Santa Catarina. As ordens são de prisão temporária por 30 dias.
Um delegado de Brasília envolvido nas apurações está a caminho de São Paulo para ouvir os presos. Ainda não está definido se eles ficarão em São Paulo ou serão transferidos para Brasília.
Nas operações de hoje, que também teve mandados cumpridos no Distrito Federal e em Minas gerais, foram apreendidos celulares, computadores, agendas e anotações.
As investigações apontam também que os alvos no Brasil envolvidos com o Hezbollah já estavam recrutando mais brasileiros para finalizar planos de atentados terroristas.

MEMBROS E APOIADORES DO HEZBOLLAH

A Polícia Federal deflagrou uma operação contra terroristas ligados ao grupo radical libanês Hezbollah. Dois homens foram presos e 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Segundo os investigadores, eles eram financiados e foram aliciados pelo Hezbollah. Os dois presos são brasileiros e há outros dois alvos de pedido de prisão que estão no Líbano.
O grupo planejava promover atentados contra prédios da comunidade judaica no Brasil, inclusive sinagogas, aponta a investigação. Um dos presos foi detido no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao chegar de uma viagem do Líbano. A PF acredita que ele já chegou com informações para praticar os ataques. O outro foi preso em São Paulo.
Batizada de operação Trapiche, a ação mira um grupo que tinha o objetivo de promover “atos preparatórios de terrorismo”, segundo a nota da corporação.
Os recrutadores e os recrutados devem responder pelos crimes de constituir ou integrar organização terroristas e de realizar atos preparatórios de terrorismo. As penas máximas, se somadas, chegam a 15 anos e 6 meses de reclusão.

Por César Tralli (1ª Parte)
Por Bela Megale — Brasília (2ª Parte)

 

Redação
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