Amar o próximo como a ti mesmo é uma ação espiritual que vem elevando o status da sociedade humana, no passo a passo civilizatório, dar os saltos; do homem animal irracional para o homem primitivo com pequenos lampejos de humanidade, deste curto passo para o homem selvagem que inicia o processo de organização social e deste para os povos pré civilizados quando estes organizaram em suas sociedades os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
Mesmo com toda esta organização as nações do mundo são poucas delas com status de civilizado, o amor ao próximo e a até ao inimigo, vem sendo promovido desde a manifestação de Jesus, na sua fala, dê a outra face, na terminologia do contesto a simbologia da expressão atravessou dois milênios e tem se fortalecido como meta mental e moral das nações e povos.
Outro ponto que devemos nos conscientizarmos é guarde a espada Pedro, que pode espada fere por ela será ferido, uma sociedade com o número de homicídios como Brasil, EUA, Rússia, China e países árabes e judeus não podem ser classificadas como civilizadas, posto que, uma se levanta contra a outra, usam como escudo nas trincheiras os filhos de Deus, o que foram habitados pelos espirito para promover o bem estar comum, a qualidade de vida e amor fraterno.
Essa idéia-ideal de fazer o bem aos outros — o impulso de negar o ego, de algum modo, para o benefício do próximo — inicialmente é muito circunscrita. O homem primitivo considera como próximo apenas aqueles que estão mesmo muito próximos dele, aqueles que o tratam com boa vizinhança; à medida que a civilização avança, o conceito que se tem de semelhante expande-se, até abranger o clã, a tribo, a nação. E então Jesus ampliou a noção de próximo, de modo a abranger o todo da humanidade, chegando, mesmo, ao ponto em que deveríamos amar até mesmo os nossos inimigos. E há alguma coisa dentro de todo o ser humano normal, a qual diz a ele que esse ensinamento é moral — o certo.
Neste ponto Jesus mais uma vez trouxe a luz da consciência de que somos filhos de uma única origem, ou seja, o sangue que corre a veia do asiático é o mesmo que percorre o ocidente, e para ilustrar esta condição Sine Qua Non, lançou sobre a nossa mente moral é ética, “aquele que vê a mim, vê o pai” João 14:9,10. Estes gatilhos foi uma das formas mais extraordinárias de produzir efeitos na mente do coletivo, de que ao ver o seu próximo, ver nele a imagem de Deus, ou seja, quando ama o seu próximo sem reservas, significa reconhecer em outros a mesma dignidade que há em sua própria vida; significa oferecer ao outro o mesmo cuidado e consideração que você dedica a si mesmo.
E, mesmo aqueles que praticam esse ideal, ainda que minimamente, admitem que o mesmo esteja certo, em teoria. Todos os homens reconhecem a moralidade desse impulso universal de ser generoso e altruísta. O estudioso da mente atribui a origem desse impulso a um trabalho natural da mente material; o religioso, mais corretamente, reconhece que o impulso verdadeiramente não-egoísta da mente mortal surja como resposta às orientações espirituais interiores do Pensamento (Pessoas dotada do espírito de pentecostes).
Quando falamos de civilização, precisamos retomar a ciência dos passos dados por uma nação, rumo a humanização civilizatória que incluem uma série de comportamentos que são imprescindíveis para elevar uma sociedade de status nesta escalada que as nações estão transitando, e deseja atingir o ápice, não a calda, mas transcender para auto de governabilidade e auto de evolutivo.
Neste ponto Jesus deixou um exemplo raiz e clássico, do não tocar, não tocar do outro, emancipou a condição de sexo e os puseram em condições de igualdade, nem acima e nem abaixo, igualdade plena, noutro ponto, na liturgia da palavra civilizatório, ele foi exemplo textual e nas ações e reações, veja que, no texto histórico, diz que os seus seguidores pretendiam defende-lo de uma possível prisão, mas Jesus, como era um ser acima de qualquer analogia ou de descrição que possamos pontuar, exercia todos o poder, posto que disse a seu julgador, nenhum poder tem sobre mim, se de cima não lhe for concedido, e frisou tem mais pecado aquele me entregou a vós. Neste ponto ele dá uma lição de civilidade de alto padrão, detinha todo o poder e não fez uso do mesmo para salvar a si mesmo (abuso de poder) neste episódio, Jesus, consagrou o Estado de Direito, a Impessoalidade, Legalidade, Eficácia e Eficiência e padronizou o respeito as instituições humanas, sendo ele mesmo um Deus/homem, não violou o princípio legal da decisão judicial, mesmo sabendo que iria ser submetido a um julgamento injusto e imparcial. Jesus não usou o Poder para fazer a sua defesa pessoal, permitiu que o passo a passo civilizatório fosse dado, parece pequeno, contudo, a sua simbologia, logo, se existe outras moradas na casa do meu pai, conforme registrado, certamente repercutiu em todos as instancias das “moradas” celestial citadas por Cristo.
Nesta mesma reflexão, podemos tirar uma conclusão, uma nação ou o mundo para se elevar ao status de civilizada, a prática do amor ao próximo deve tanger a sua plenitude, a barbárie, os conflitos locais, regionais e globais, os homicídios e as trapaças e corrupção deliberada devem cessar e nenhuma vida pode ser injustiçada pelo julgo da miséria e nenhuma “pessoa” pode ser tirada do seu curso natural se não por morte natural ou acidental.
José Santana – jornalista (DRT3982/SC) e graduando em Gestão Pública/Uninter
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