Bombinhas: Cidade é escolhida como sede da 33ª edição do Açor em 2027

Escolha foi confirmada durante reunião mensal do Conselho Deliberativo do Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina

A Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina (Açor) já tem sede definida para sua 33ª edição, em 2027. Será em Bombinhas, município reconhecido pelo trabalho consistente de salvaguarda da herança açoriana no litoral catarinense, que vai receber o evento do próximo. A intenção foi confirmada durante a reunião mensal do Conselho Deliberativo do Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina (NEA/UFSC), organizador da festividade, no último dia 16 de setembro.

Esta não será a primeira vez que Bombinhas assume o papel de anfitriã do Açor. Em 2015, o município já havia sediado a 22ª edição da festa, que foi realizada entre os dias 2 e 4 de outubro, e que reuniu dezenas de grupos folclóricos e delegações do litoral catarinense, Rio Grande do Sul, Uruguai e Açores. Na ocasião, a cidade recebeu uma programação que incluiu desfile etnográfico, missa do encontro das bandeiras, apresentações de Boi de Mamão, danças açorianas e estandes sobre a temática açoriana.

A escolha de Bombinhas para sediar a 33ª edição do Açor em 2027 reflete o trabalho contínuo desenvolvido pelo município e pela Fundação Municipal de Cultura de Bombinhas (FMCB) na preservação e promoção da cultura de base açoriana, fomentando diversos grupos folclóricos que se apresentam regularmente em eventos culturais e anualmente no próprio Açor.

A participação do município na 31ª edição do Açor, realizada em Barra Velha, em setembro de 2025, evidenciou o compromisso com essa preservação. Bombinhas levou para o evento da edição passada a exposição fotográfica “Vidas de Engenho”, do Instituto Boimamão, além de degustação de consertada e beiju, sabores típicos da cultura bombinense. As manifestações folclóricas apresentadas pelos grupos locais foram apontadas como um dos pontos altos da programação.

A FMCB tem investido em formações continuadas sobre açorianidade para a rede municipal de ensino, e a estratégia com essa definição de sediar o Açor novamente é intensificar essa transmissão do legado cultural, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, para as novas gerações. Em 2015, preparando-se para sediar o Açor, o município promoveu uma formação que reuniu mais de 500 servidores da educação, com palestras conduzidas por especialistas e historiadores. Agora, novas capacitações serão agendadas para o início do ano letivo de 2027.

Além disso, iniciativas como o projeto Pirão Cultural, realizado pela Fundação Municipal de Cultura, têm promovido encontros que unem conhecimento, arte e gastronomia, com palestras sobre a herança açoriana e rodas de conversa sobre manifestações culturais. Enquanto Bombinhas vem se preparando para a edição de 2027, a 32ª edição do Açor já tem sede confirmada. Será em Itapema agora em novembro de 2026.

Criado em 1994, o Açor é realizado anualmente pelo NEA/UFSC e já se consolidou como o maior evento de celebração da cultura açoriana das Américas. A festa percorre diferentes municípios do litoral catarinense, promovendo encontros de grupos folclóricos, saberes populares, tradições religiosas e manifestações culturais que remontam à herança deixada pelos açorianos que para esta região migraram em meados do século XVIII.

A realização do Açor tem sido fundamental para o processo de valorização da açorianidade em Santa Catarina. Nesse contexto, a Festa da Cultura Açoriana cumpre papel essencial ao proporcionar visibilidade e orgulho às comunidades herdeiras dessa tradição, estimulando a continuidade de manifestações como o Boi de Mamão, o Terno de Reis, a dança açoriana, a gastronomia típica e as festas do Divino Espírito Santo.

– Para Bombinhas, sediar novamente o Açor em 2027 representa a consolidação de um trabalho que transcende o evento em si. A cidade tem integrado a valorização da cultura açoriana às suas políticas públicas de educação e turismo, compreendendo a herança cultural como eixo estratégico para a identidade e para a economia local – afirma Luiz Felipe de Melo, presidente da FMCB.

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Texto: Assessoria/FMCB

Imagem: Divulgação

 

Redação
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