Força-tarefa protege a vegetação nativa, as nascentes e a biodiversidade do Quiriri
A Prefeitura de Garuva concluiu nesta sexta-feira (18) uma ampla operação de manejo e controle de pinus nos Campos do Quiriri, dentro da Unidade de Conservação Área de Proteção Ambiental (APA) Quiriri. Durante três dias de trabalho, mais de 10 mil exemplares dessa espécie exótica invasora foram manejados dentro da APA.
A força-tarefa realizou o corte de mais de 4 mil árvores adultas. As equipes também retiraram mais de 5 mil mudas e exemplares de pinus com até três metros de altura. Espécies nativas e endêmicas que cresciam entre os pinus foram identificadas, retiradas com cuidado e transplantadas para locais adequados.
Outras 1.500 árvores adultas foram aneladas por estarem localizadas em pontos onde o corte poderia atingir espécies nativas ou causar impactos ao entorno. A técnica interrompe gradualmente o fluxo de seiva da árvore, permitindo que o controle seja realizado com maior segurança ambiental.
Grande parte dos pinus estava em locais de acesso extremamente difícil. Por isso, a operação exigiu equipe preparada, suporte técnico especializado e profissionais com habilidades específicas, para atuar nesse tipo de terreno.

A ação foi coordenada pela Secretaria Municipal de Saneamento Ambiental, com apoio da Secretaria de Turismo, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar Ambiental, Grupo de Resgate em Montanha (GRM), empresas e entidades ligadas à preservação ambiental. A força-tarefa reuniu mais de 40 pessoas de Garuva, Joinville e Campo Alegre. A CISER também apoiou a operação, oferecendo abrigo, equipamentos e alimentação aos voluntários.
– É um trabalho técnico, idealizado há dez meses e realizado de acordo com as condições de cada ponto. Onde havia risco para a vegetação nativa ou para áreas próximas às Áreas de Preservação Permanente, optamos pelo anelamento. Também tivemos o cuidado de transplantar espécies nativas encontradas entre os pinus. A construção dessa ação contou com o apoio do Conselho da APA Quiriri e reuniu diferentes instituições com o objetivo de preservar esse patrimônio natural – explica a secretária de Saneamento Ambiental, Silmara Ghiggi.
O pinus não faz parte da vegetação natural dos Campos do Quiriri. Suas sementes se espalham com facilidade e ocupam áreas abertas. Sem controle, a espécie aumenta o sombreamento, disputa espaços e nutrientes com a flora nativa, dificulta a regeneração das plantas e reduz a biodiversidade. O risco é ainda maior no Quiriri, que reúne vegetação de altitude, nascentes e ambientes sensíveis. Por isso, o manejo contínuo é fundamental para impedir novas dispersões e preservar os recursos naturais.
Com a retirada dos exemplares invasores e a preservação das espécies nativas, o ambiente ganha melhores condições para se recuperar naturalmente. A medida protege a biodiversidade, reduz a dispersão de sementes e ajuda a conservar as nascentes e a paisagem dos Campos do Quiriri.
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Texto e fotos: Rafael Luz/PMG


























