ONG Olho Vivo elogia atuação do Ministério Público em acordo histórico que garantiu compensação ambiental milionária em Itapema

Acordo conduzido pelo Promotor de Justiça Rodrigo César Barbosa assegura proteção ambiental, defesa do patrimônio público e investimentos diretos em benefício da população

A ONG Olho Vivo – Organização do Voluntariado para o Combate à Corrupção, Defesa dos Direitos Humanos e Ambientais manifestou reconhecimento público à atuação do Ministério Público de Santa Catarina na condução das investigações e das ações judiciais relacionadas ao píer turístico de Itapema, cuja solução consensual resultou em um dos mais relevantes acordos ambientais já celebrados no município.

O ajuste, conduzido pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Itapema sob a atuação do Promotor de Justiça Rodrigo César Barbosa, garantiu a destinação de, no mínimo, R$ 6,5 milhões para compensação dos impactos decorrentes da implantação do empreendimento, além da adoção de diversas medidas voltadas à proteção ambiental, à regularização urbanística e ao fortalecimento de serviços públicos de interesse coletivo.

Para a ONG Olho Vivo, o desfecho demonstra a importância da atuação técnica, equilibrada e responsável do Ministério Público na defesa dos interesses da sociedade.

Durante as investigações, foram analisadas questões relacionadas à expansão do empreendimento, aos impactos ambientais decorrentes da obra, à regularidade administrativa dos atos praticados e à proteção do patrimônio público. O trabalho desenvolvido pelo Ministério Público envolveu a requisição de documentos, diligências, manifestações técnicas de órgãos ambientais, e aprofundada análise dos impactos provocados pela implantação do complexo turístico localizado na foz do Rio Perequê, uma das áreas ambientalmente mais sensíveis do município.

Segundo a entidade, a solução construída representa um exemplo de atuação institucional moderna e eficiente, na qual o interesse público é preservado sem desconsiderar a realidade dos fatos e os investimentos já realizados.

– O Ministério Público cumpriu brilhantemente seu papel constitucional de fiscal da lei e defensor do patrimônio ambiental. O acordo demonstra maturidade institucional e responsabilidade social, pois garante compensações concretas à coletividade, preserva o interesse público e assegura medidas efetivas para mitigação dos impactos ambientais – destaca a diretoria da ONG Olho Vivo.

Entre os principais resultados obtidos estão a obrigação de execução de medidas compensatórias ambientais, a apresentação de cronograma físico-financeiro para implementação das ações previstas, a conclusão da passarela de transposição sobre o Rio Perequê mediante as devidas licenças, além da elaboração dos projetos técnicos exigidos pelos órgãos competentes.

O acordo também prevê investimentos diretos na estrutura pública municipal, com a destinação de R$ 300 mil para melhorias no Procon, na Vigilância Sanitária e na Rodoviária de Itapema, ampliando os benefícios para a população.

Na avaliação da ONG Olho Vivo, merece destaque a postura do Promotor de Justiça Rodrigo César Barbosa, que conduziu o caso com firmeza, equilíbrio e profundo compromisso com a defesa do meio ambiente e do patrimônio público.

– Em tempos em que muitos conflitos ambientais acabam se arrastando por anos sem resultados efetivos para a sociedade, a construção de uma solução que assegure compensação financeira relevante, recuperação ambiental, regularização do empreendimento e investimentos públicos representa uma vitória do interesse coletivo – afirmou o presidente da entidade, Elias Costa Tenório.

A ONG ressalta, ainda, que a atuação ministerial demonstra que desenvolvimento econômico e proteção ambiental não são objetivos incompatíveis. Ao contrário, quando conduzidos dentro da legalidade e acompanhados por instituições fortes, podem caminhar juntos em benefício da sociedade.

Por fim, a entidade parabeniza o Ministério Público de Santa Catarina e, especialmente, o Promotor de Justiça Rodrigo César Barbosa pelo trabalho desenvolvido, destacando que a solução alcançada servirá de referência para futuras discussões envolvendo grandes empreendimentos, sustentabilidade, responsabilidade ambiental e defesa do patrimônio público em Santa Catarina.

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Da Redação

 

 

Redação
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